Comunidade de Juruti Interdita Rodovia em Protesto Contra Indenização da Alcoa

Comunidade de Juruti Interdita Rodovia em Protesto Contra Indenização da Alcoa

Na última segunda-feira (13), moradores da comunidade Pai Francisco, localizada na zona rural de Juruti, no oeste do Pará, realizaram um protesto ao interditar a PA-192. O ato foi motivado pela insatisfação com a mineradora Alcoa, que até o momento não indenizou as famílias afetadas pela exploração de bauxita na região.

Motivos do Protesto

A advogada Hevelyns Lira, representante de várias famílias, incluindo a da família Fragata, explicou que a Alcoa se recusa a pagar as indenizações devidas por danos e perdas resultantes da exploração mineral. Segundo ela, as comunidades situadas nas proximidades da mina de bauxita têm enfrentado sérios impactos em suas vidas e propriedades, e a falta de compensação financeira tem gerado crescente descontentamento.

Histórico das Negociações

A relação entre a mineradora e a família Fragata remonta a 2014, quando eles ingressaram com uma ação judicial contra a Alcoa. Desde então, as negociações parecem ter estagnado, com a empresa apenas designando representantes da área de relacionamento para interagir com os moradores. Hevelyns Lira destacou que, apesar de várias reuniões, não houve progresso significativo nas discussões sobre indenizações.

Reivindicações dos Moradores

Os moradores não estão se opondo à atividade da mineradora, mas buscam receber o que consideram ser seus direitos. A advogada enfatizou que se comunidades do outro lado do rio já foram indenizadas, os moradores de Pai Francisco também devem ser reconhecidos. Além disso, eles levantaram preocupações sobre a segurança na área, citando a falta de sinalização e ocorrências anteriores de acidentes.

A Resposta da Mineradora

Após o protesto, a Alcoa convocou representantes dos manifestantes para uma reunião. Durante este encontro, os moradores estabeleceram um prazo de 15 dias úteis para que a empresa apresente uma resposta concreta às suas demandas. A mineradora, em nota, reafirmou que o diálogo com a comunidade é uma prioridade e que busca atuar de forma responsável na região.

Expectativas Futuras

A expectativa agora é que a Alcoa atenda às solicitações dos moradores e inicie um processo de indenização que reconheça os direitos das famílias afetadas. O desfecho deste caso poderá influenciar não apenas a relação entre a mineradora e a comunidade de Pai Francisco, mas também a forma como outras mineradoras lidam com questões semelhantes em regiões afetadas pela exploração mineral.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *