Acre Institui Dia de Combate ao Feminicídio em Homenagem a Sara Araújo de Lima

Recentemente, o estado do Acre deu um importante passo na luta contra a violência de gênero ao instituir o Dia de Combate ao Feminicídio. A data, que será comemorada anualmente em 13 de abril, foi escolhida em memória de Sara Araújo de Lima, uma servidora pública brutalmente assassinada em 2020. A nova lei, publicada no Diário Oficial do Estado, busca promover a conscientização sobre a grave problemática do feminicídio no Brasil.
Objetivos da Nova Legislação
A Lei nº 4.791, sancionada no último dia 1º de abril, visa fortalecer o debate sobre a violência contra a mulher e incentivar ações concretas de prevenção. De autoria do deputado estadual Afonso Fernandes, a legislação ressalta a importância de mobilizar a sociedade para reconhecer a gravidade do feminicídio, principalmente em um estado que possui a maior taxa de assassinatos de mulheres no país em 2025.
Mobilização e Conscientização
A implementação do Dia de Combate ao Feminicídio será um instrumento crucial para a mobilização social e institucional. A lei propõe que essa data sirva como um ponto de partida para debates públicos, incentivando políticas de proteção às mulheres e apoiando campanhas educativas. O objetivo é criar um ambiente mais seguro e acolhedor para as vítimas de violência.
Parcerias e Ações Educativas
A nova legislação também encoraja parcerias entre o governo, instituições de ensino, organizações da sociedade civil e entidades privadas. Essas colaborações devem focar no desenvolvimento de atividades voltadas para a erradicação do feminicídio. Além disso, o Poder Executivo está autorizado a promover eventos e ações alusivas ao dia, aumentando a visibilidade e a importância do combate à violência de gênero.
A Trágica História de Sara Araújo de Lima
Sara Araújo de Lima, aos 38 anos, era servidora administrativa da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) e tinha mais de dez anos de dedicação ao serviço público. Sua morte, ocorrida no estacionamento do hospital onde trabalhava, aconteceu após uma discussão com o então marido, Jorge Alberto Franco Filho, que é o principal suspeito do crime. Tragicamente, Jorge se suicidou horas depois do assassinato.
Contexto e Consequências
O assassinato de Sara não foi um caso isolado. Em 2025, o Acre registrou 14 feminicídios, refletindo um cenário alarmante de violência contra a mulher. Em 2020, o estado também recebeu 6.775 chamadas relacionadas a violência doméstica, evidenciando a necessidade urgente de ações efetivas. A história de Sara e outras mulheres vítimas de violência ressalta a importância de se discutir abertamente o feminicídio e de se implementar políticas que protejam e apoiem as mulheres.
Conclusão
A criação do Dia de Combate ao Feminicídio no Acre representa um passo significativo na luta contra a violência de gênero. Ao homenagear Sara Araújo de Lima, o estado busca não apenas lembrar as vidas que foram perdidas, mas também promover um futuro mais seguro e justo para todas as mulheres. A consciência social e a mobilização são fundamentais para combater essa realidade e garantir que tragédias como a dela não se repitam.





