Justiça Afasta Diretora e 11 Agentes por Suspeitas de Tortura em Presídio de Castanhal

Justiça Afasta Diretora e 11 Agentes por Suspeitas de Tortura em Presídio de Castanhal

A Justiça tomou a decisão de afastar a diretora da Unidade de Custódia e Reinserção de Castanhal, além de outros 11 agentes penitenciários, todos suspeitos de estarem envolvidos em práticas de tortura contra detentos. A medida, que visa preservar a integridade das investigações, foi determinada por um juiz da Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Belém.

Denúncias de Violência Sistematizada

As suspeitas surgiram a partir de denúncias que indicam a ocorrência de agressões sistemáticas dentro da unidade prisional. Segundo a decisão judicial, os investigados são acusados de comandar e participar ativamente de episódios de violência contra pelo menos 19 internos. Os relatos sugerem que tais agressões aconteciam especialmente após audiências de custódia, sendo tratadas como uma forma de 'boas-vindas' aos novos presos.

Métodos Brutais de Tortura

Entre as atrocidades relatadas, detentos afirmaram ter sido submetidos a asfixia com sacos plásticos e agredidos com cassetetes e palmatórias. Além disso, há registros de afogamento utilizando toalhas molhadas e baldes com água. Em um caso particularmente chocante, um interno teve seu aparelho dentário removido à força com um alicate, e um idoso de 73 anos, que apresentava problemas de saúde, foi agredido por não conseguir seguir as ordens impostas pelos agentes.

Consequências e Acompanhamento do Caso

Diante da gravidade dos relatos, a decisão judicial resultou no afastamento imediato não apenas da diretora, mas também do coordenador de segurança da unidade e de outros agentes. Todos os envolvidos deverão se manter afastados de suas funções enquanto as investigações prosseguem. Em resposta à situação, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que a Corregedoria Penitenciária está à frente da apuração e que medidas administrativas foram tomadas para garantir o cumprimento da decisão.

Compromisso com a Transparência

A Seap enfatizou que está acompanhando de perto as investigações e reiterou seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito ao devido processo legal. O caso continua em apuração, e as autoridades buscam esclarecer todos os pontos relacionados às denúncias de tortura.

O afastamento dos servidores e a investigação em andamento refletem a preocupação com a proteção dos direitos humanos dentro do sistema penitenciário, destacando a importância de responsabilizar aqueles que cometem abusos.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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