Operação Catrimani II: Combate ao Garimpo Ilegal na Terra Yanomami

Operação Catrimani II: Combate ao Garimpo Ilegal na Terra Yanomami

A operação Catrimani II, promovida pelas Forças Armadas brasileiras, tem como objetivo o combate ao garimpo ilegal na Terra Yanomami. Desde seu início em junho de 2024, a ação resultou na destruição de 80 pistas clandestinas que facilitavam a exploração mineral na região, algumas das quais serviam como rotas logísticas para a Venezuela.

Destruição das Pistas Clandestinas

Recentemente, a pista Lobo D'Almada, localizada em Iracema, no Sul de Roraima, foi desativada. Com 400 metros de extensão, essa pista já havia sido interditada anteriormente, mas foi reativada por criminosos que cobriram as crateras com terra e madeira. Considerada um alvo estratégico devido à sua proximidade com a fronteira venezuelana, a área era um ponto de intensa atividade garimpeira.

Logística da Operação

A destruição da pista Lobo D'Almada envolveu o uso de 350 quilos de explosivos, que foram inseridos em fornilhos, buracos escavados no solo. A detonação ocorreu após 13 horas e 40 minutos de voo, utilizando três helicópteros militares e consumindo 4.200 litros de combustível. O planejamento meticuloso e a mobilização de recursos são essenciais para o sucesso da operação.

Monitoramento e Reação do Crime

A operação Catrimani II é parte de um esforço contínuo para asfixiar a logística do garimpo ilegal. Dados mostram que, até março de 2026, foram destruídas 50 pistas em 2024, 25 em 2025 e cinco até o presente momento. O diretor da Casa de Governo em Roraima, Nilton Tubino, destacou que a manutenção dessas pistas revela uma adaptação das redes criminosas, que utilizam a proximidade com a fronteira para facilitar o transporte de produtos para a Venezuela.

Desafios na Erradicação do Garimpo

As Forças Armadas reconhecem que a inutilização das pistas é apenas uma parte da luta contra o garimpo. Embora a atividade tenha sido reduzida em mais de 98%, os garimpeiros estão se adaptando, utilizando métodos mais discretos e estabelecendo novas rotas de acesso. A imensidão da floresta e a dificuldade de monitoramento complicam ainda mais a erradicação do crime.

Estratégias Alternativas dos Criminosos

Além das pistas clandestinas, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) revelou que mais de 30 estradas vicinais fora do território indígena estão sendo utilizadas como rotas improvisadas para acessar a região. Essa adaptação demonstra a resiliência dos garimpeiros, que buscam maneiras alternativas de operar na área, mesmo diante da pressão das operações de combate.

Conclusão

A operação Catrimani II representa um esforço significativo das autoridades brasileiras para combater o garimpo ilegal na Terra Yanomami. Embora a destruição de pistas clandestinas seja um passo importante, a luta contra essa prática ilegal exige um monitoramento constante e a adaptação a novas táticas utilizadas pelos criminosos. A proteção do território indígena e a preservação do meio ambiente continuam sendo prioridades frente aos desafios impostos por atividades ilícitas.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - Tapajós Online

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