Início do Júri do Policial Militar Acusado de Atropelamento Fatal em Rio Branco

Início do Júri do Policial Militar Acusado de Atropelamento Fatal em Rio Branco

O júri popular do policial militar Alan Melo Martins, acusado de atropelar e causar a morte de Silvinha Pereira da Silva em um acidente ocorrido em maio de 2019, teve início nesta segunda-feira (23) em Rio Branco. O julgamento, que pode se estender até quarta-feira (25), visa esclarecer os fatos que cercam o trágico incidente que deixou repercussões na comunidade local.

Circunstâncias do Acidente

O atropelamento aconteceu na Estrada Dias Martins, uma das vias mais movimentadas da capital do Acre. No momento do acidente, Silvinha estava pilotando uma motocicleta com seu marido, José da Silva. A colisão resultou em ferimentos graves para ambos, com Silvinha não resistindo e falecendo no dia seguinte ao acidente. A situação foi ainda mais crítica para José, que sobreviveu, mas sofreu lesões severas.

Acusações e Defesa

Alan Melo Martins foi formalmente acusado de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, tendo sua pronúncia realizada em 2021. Durante o julgamento, testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas, e o réu será interrogado. A defesa, liderada pelo advogado Jandson Soares, argumenta que a acusação de homicídio doloso não se sustenta, alegando que não há evidências de que o policial tivesse a intenção de matar.

Argumentos da Defesa

O advogado afirma que a caracterização do crime deve ser revista, pleiteando uma desclassificação para homicídio culposo, que implica em ausência de dolo. Além disso, a defesa sugere que a tentativa de homicídio contra José da Silva seja reclassificada como lesão corporal. Os argumentos se sustentam na premissa de que a morte de Silvinha pode ter sido exacerbada por falhas no atendimento médico após o acidente.

Evidências e Testemunhos

Um laudo pericial indicou que o veículo de Martins estava a cerca de 130 km/h em uma zona onde o limite máximo é de 40 km/h. Além disso, há relatos de que o policial teria consumido uma quantidade excessiva de álcool antes de dirigir, algo que a defesa contesta. Médicos envolvidos no caso afirmaram que a gravidade dos ferimentos causados pelo atropelamento foi a razão principal da morte de Silvinha.

Desdobramentos Legais

Após o acidente, o Ministério Público do Acre solicitou a prisão preventiva de Alan, que chegou a ficar detido por dez dias antes de ser liberado. Desde então, houve novos pedidos de prisão, mas a defesa conseguiu mantê-lo fora da prisão até que a Justiça determinou sua reclusão novamente no início de 2022. O caso continua a atrair atenção, especialmente em virtude da ligação de Martins com outros processos judiciais.

Conclusão

O júri popular de Alan Melo Martins representa um momento crucial para a resolução deste trágico caso que impactou profundamente a comunidade de Rio Branco. O desfecho do julgamento poderá não apenas trazer justiça para a família de Silvinha, mas também influenciar a forma como acidentes envolvendo agentes de segurança pública são tratados no sistema judicial. A sociedade aguarda com expectativa as deliberações que se seguirão nos próximos dias.

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Fonte: https://g1.globo.com

Wilson Marinho

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