Estudantes protestam contra aulas remotas na UERR

Estudantes protestam contra aulas remotas na UERR

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Motivos do protesto

Os estudantes da Universidade Estadual de Roraima (UERR) protestam contra a decisão da gestão de iniciar o semestre letivo 2026.1 com aulas remotas, alegando falta de diálogo e transparência. A medida, anunciada com apenas um dia de antecedência, pegou a comunidade acadêmica de surpresa, já que alunos, professores e representantes dos centros acadêmicos não foram consultados sobre a mudança. Essa decisão abrupta gerou críticas e descontentamento, especialmente em um cenário onde a infraestrutura da universidade para o ensino remoto é considerada precária.

A presidente do Centro Acadêmico de História, Fernanda de Souza Nascimento, destacou que a falta de comunicação e planejamento é um dos principais motivos para o protesto. Segundo ela, a comunidade acadêmica não estava ciente dos problemas estruturais que levaram à decisão, e a implementação de aulas remotas em tão curto prazo é vista como inviável. A estudante questiona como os professores poderão adaptar suas metodologias de ensino em apenas quatro dias e critica a falta de recursos tecnológicos, como computadores e acesso à internet, que são essenciais para o aprendizado remoto.

Além disso, os manifestantes ressaltam que a decisão foi divulgada antes de uma reunião do Conselho Universitário, que deveria discutir questões relevantes para a instituição. Essa ação é vista como uma afronta à representatividade estudantil e docente, já que o conselho existe para deliberar sobre temas importantes, como a metodologia de ensino. Os estudantes exigem que a gestão da UERR respeite os canais de diálogo e busque soluções que considerem as necessidades e condições da comunidade acadêmica.

Reação da comunidade acadêmica

A decisão da Universidade Estadual de Roraima (UERR) de iniciar o semestre letivo 2026.1 com aulas remotas gerou uma onda de indignação entre os membros da comunidade acadêmica. Estudantes, professores e representantes dos centros acadêmicos se mobilizaram em um protesto na manhã de sexta-feira, 20 de fevereiro, em frente à sede administrativa da universidade, demandando uma maior transparência e diálogo por parte da administração. A medida, comunicada apenas um dia antes do início das aulas, foi considerada abrupta e sem o devido processo de consulta aos envolvidos, o que gerou descontentamento e frustração entre os alunos.

Os manifestantes destacaram a falta de estrutura da UERR para implementar o ensino remoto de forma eficaz. A presidente do Centro Acadêmico de História, Fernanda de Souza Nascimento, expressou preocupação sobre como os professores poderiam se preparar para as aulas em um curto espaço de tempo e como os alunos teriam acesso a recursos tecnológicos, como computadores e internet, essenciais para o aprendizado remoto. Essa situação foi exacerbada pela experiência anterior de trabalho remoto no final do ano passado, que revelou a precariedade das condições oferecidas pela universidade para a formação online.

Além disso, os estudantes criticaram a decisão de anunciar o formato remoto antes de uma reunião do Conselho Universitário, que teria a participação de representantes estudantis e docentes. Essa abordagem, segundo os protestantes, desconsidera o papel do conselho em deliberar sobre questões acadêmicas relevantes, evidenciando uma desconexão entre a administração da UERR e a sua comunidade. O sentimento de falta de representatividade e descaso foi predominante entre os manifestantes, que exigem um retorno ao diálogo e a consideração das vozes de todos os envolvidos no processo educacional.

Infraestrutura precária da UERR

A infraestrutura precária da Universidade Estadual de Roraima (UERR) é uma das principais preocupações levantadas pelos estudantes durante os protestos contra as aulas remotas. A falta de recursos adequados para o ensino a distância, somada a problemas estruturais já existentes, suscita dúvidas sobre a viabilidade dessa modalidade de ensino. Muitos alunos destacam que a instituição não possui a tecnologia necessária, como equipamentos de informática e conexão de internet estável, para suportar um semestre inteiro de aulas online.

Além disso, a universidade enfrentou recentemente o cancelamento de contratos de serviços essenciais, o que agravou ainda mais a situação. Fernanda de Souza Nascimento, presidente do Centro Acadêmico de História, enfatizou que, no ano anterior, a UERR havia implementado um regime de trabalho remoto para os servidores, mas isso não se traduziu em aulas online para os estudantes. A mudança abrupta para o ensino remoto, sem a devida preparação e consulta à comunidade acadêmica, revela uma falta de planejamento por parte da gestão da universidade.

Os manifestantes também criticam a decisão de iniciar o semestre letivo de forma remota sem a realização de uma reunião prévia do Conselho Universitário, que é o órgão responsável por discutir e aprovar mudanças significativas na condução acadêmica. A ausência de diálogo e transparência nas decisões que afetam diretamente o aprendizado e a formação dos alunos levanta questionamentos sobre a capacidade da UERR em proporcionar uma educação de qualidade diante das dificuldades estruturais que enfrenta.

Demandas dos estudantes

Os estudantes da Universidade Estadual de Roraima (UERR) expressam uma série de demandas em resposta à decisão da universidade de iniciar o semestre letivo 2026.1 com aulas remotas. Um dos principais pontos levantados pelos manifestantes é a falta de consulta à comunidade acadêmica antes da implementação dessa medida. Os alunos afirmam que a decisão foi tomada de forma abrupta, sem o devido diálogo com representantes de cursos e centros acadêmicos, o que gerou indignação e descontentamento. A presidente do Centro Acadêmico de História, Fernanda de Souza Nascimento, destaca que a comunicação da decisão ocorreu apenas um dia antes do início das aulas, deixando tanto estudantes quanto professores sem tempo hábil para se preparar para a mudança repentina no formato de ensino.

Além disso, os estudantes enfatizam a inadequação da infraestrutura da UERR para suportar um ensino remoto eficaz. Fernanda aponta que, no ano anterior, o trabalho remoto foi adotado apenas para servidores, e não para aulas online, devido a problemas estruturais. A falta de equipamentos e de acesso à internet para muitos alunos é uma preocupação central, pois muitos não possuem computadores ou condições adequadas para acompanhar as aulas de forma remota. A crítica se estende também à impossibilidade dos professores adaptarem suas metodologias em um período tão curto, questionando a viabilidade e a qualidade do ensino que será oferecido.

Outro ponto relevante levantado pelos estudantes é a preocupação com a transparência nas decisões da gestão universitária. A decisão de iniciar o semestre letivo remoto foi publicada antes da reunião do Conselho Universitário, que conta com representação estudantil e docente. Esse fato gerou questionamentos sobre a legitimidade do processo decisório, já que o Conselho existe para debater e decidir sobre questões relevantes para a comunidade acadêmica. Os alunos exigem uma maior participação nas discussões e decisões que impactam diretamente suas vidas acadêmicas, pedindo que suas vozes sejam ouvidas e consideradas nas deliberações.

Decisão da universidade e suas implicações

A decisão da Universidade Estadual de Roraima (UERR) de iniciar o semestre letivo 2026.1 com aulas remotas gerou um clima de insatisfação e protesto entre os estudantes. Anunciada de forma abrupta pelo pró-reitor de Ensino e Graduação, Everaldo Barreto da Silva, a medida foi considerada uma surpresa desagradável, não apenas pela falta de consulta prévia à comunidade acadêmica, mas também pela precariedade das condições que a universidade oferece para o ensino à distância. A escolha pelo formato remoto foi justificada pela UERR como uma resposta a circunstâncias imprevistas, mas, para os alunos, essa justificativa não se sustenta frente à realidade da instituição, que já enfrenta desafios estruturais há tempos.

Os manifestantes afirmam que a decisão prejudica o aprendizado e agrava as desigualdades sociais, uma vez que nem todos os estudantes possuem acesso a dispositivos eletrônicos adequados ou conexão de internet estável. A estudante Fernanda de Souza Nascimento, representante do Centro Acadêmico de História, expressou preocupação sobre a capacidade dos professores de se adaptarem a um novo formato de ensino em um período tão curto. Além disso, a falta de diálogo prévio gera um sentimento de descontentamento e desconfiança em relação à gestão da universidade, que não considera as necessidades e realidades dos alunos e docentes.

A situação levanta questões sobre a governança da UERR e a eficácia do Conselho Universitário, que deveria ser o espaço para discutir e deliberar sobre decisões acadêmicas significativas. A decisão de implementar aulas remotas antes mesmo da reunião do conselho, que contava com representantes estudantis e docentes, foi vista como uma violação dos princípios de transparência e participação democrática. O descontentamento dos estudantes não se limita à modalidade de ensino, mas também a um chamado mais amplo por um diálogo efetivo e por condições adequadas de ensino que respeitem a comunidade acadêmica.

Fonte: https://g1.globo.com

Wilson Marinho

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