Fisioterapeuta Acreana no Japão Compartilha Desafios Após Terremoto

A fisioterapeuta brasileira Asami Takahara, de 29 anos, vive em Osaka, Japão, há aproximadamente dois anos e meio. Natural do Acre, ela tem enfrentado uma rotina marcada por alertas e a constante ameaça de desastres naturais, especialmente terremotos, desde sua mudança para o país asiático.
Experiências com Terremotos
Apesar de residir a uma distância segura da área mais afetada pelo terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto, Asami compartilha que pequenos tremores são uma parte comum da vida no Japão. Esses eventos, embora geralmente não exigam evacuação, geram apreensão entre os moradores.
Preparação e Prevenção
Ao se estabelecer em Osaka, Asami foi instruída sobre os pontos de abrigo disponíveis e a importância de manter um kit de emergência. Este kit inclui lanternas, materiais de primeiros socorros, água e alimentos não perecíveis. Ela enfatiza que, mesmo com toda a preparação e treinamentos realizados, a sensação de medo permanece quando um tremor ocorre.
Impacto Emocional e Comunicação com o Brasil
A fisioterapeuta mantém contato frequente com sua família no Acre, atualizando-os sobre sua segurança após eventos sísmicos. Muitas vezes, seus parentes ficam sabendo das notícias antes dela, através da internet, e a contatam para se certificar de que está bem. Asami relata que essa conexão é fundamental para aliviar a preocupação de ambos os lados.
Desastres Naturais no Japão
O terremoto que abalou Kumamoto na última terça-feira, 28 de setembro, resultou em uma tragédia significativa, deixando 13 mortos e causando danos extensivos a infraestruturas, incluindo estradas e edifícios. As autoridades locais mobilizaram mais de 3 mil socorristas para auxiliar nas operações de busca e resgate, enquanto as réplicas do tremor continuavam a ser registradas, aumentando as preocupações sobre novos eventos.
Considerações Finais
A experiência de Asami Takahara ilustra os desafios enfrentados pelos brasileiros que vivem no Japão, especialmente em um país tão propenso a desastres naturais. Sua história não apenas destaca a importância da preparação e da resiliência, mas também a necessidade de manter laços familiares fortes, mesmo à distância, em tempos de crise.
Fonte: https://g1.globo.com











