Parto de Emergência em UPA: Mulher é Negada Internação Três Vezes na Maternidade de Palmas

Uma mulher deu à luz em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Palmas, após ter seu pedido de internação negado em três ocasiões no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos. O caso de Marcela Silva, que buscava atendimento devido a fortes dores e sangramentos, revela a fragilidade do sistema de saúde em situações de emergência.
História de Desespero e Negligência
Marcela, residente de Guaraí, estava em Palmas para o parto e começou a sentir os primeiros sinais de trabalho de parto no dia 20 de junho. Apesar de relatar sintomas graves como sangramento e dor intensa, os profissionais da maternidade alegaram que seus sinais eram normais para o estágio da gestação. Ela relata que, após três dias de tentativas de internação, foi informada que ainda não era o momento adequado para o parto.
A Chegada à UPA e o Parto Improvisado
No último sábado (27), com as contrações se intensificando, a família decidiu levar Marcela à UPA Sul, localizada a cerca de 20 km da maternidade. Ao chegarem, a equipe médica rapidamente percebeu a urgência da situação. Dado que a UPA não possui uma estrutura adequada para partos, o procedimento foi realizado em uma sala de emergência por pediatras e enfermeiros.
Desafios Durante o Parto
A cunhada de Marcela, Karinny Alves, acompanhou o processo e descreveu a tensão do momento. Os profissionais improvisaram o atendimento, utilizando biombos para garantir privacidade durante o nascimento. Apesar das dificuldades, o bebê nasceu saudável, embora estivesse com o cordão umbilical enrolado no pescoço, o que adicionou uma camada de preocupação ao atendimento emergencial.
Transferência e Questionamentos sobre o Atendimento
Após o parto, mãe e filho foram transferidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Dona Regina, onde procedimentos complementares ao parto foram realizados. Marcela expressou sua indignação ao ouvir comentários de médicos sobre o fato de o parto ter ocorrido na UPA, levantando questionamentos sobre a responsabilidade e a eficácia do atendimento na maternidade estadual.
A Busca por Respostas e a Situação Atual
Após a transferência, tanto Marcela quanto o recém-nascido foram submetidos a uma série de exames para garantir sua saúde. Eles receberam alta médica na tarde de segunda-feira (29). A família, no entanto, continua a buscar explicações sobre a negativa de atendimento na maternidade e os critérios utilizados para internação. Até o momento, tanto a Secretaria de Estado da Saúde quanto a Prefeitura de Palmas não forneceram respostas sobre o caso.
Conclusão
O caso de Marcela Silva expõe a fragilidade do sistema de saúde em momentos críticos e levanta questões sobre a assistência às gestantes em Palmas. Embora o desfecho tenha sido um nascimento saudável, a experiência angustiante ressalta a necessidade de melhorias nos protocolos de atendimento e maior sensibilidade por parte dos profissionais da saúde diante de situações de emergência.
Fonte: https://g1.globo.com











