Operação Anhangá 2: Polícia resgata animais silvestres em aldeia indígena no Amazonas

Neste sábado, dia 9, as autoridades do Amazonas realizaram uma operação significativa no município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, resultando na prisão de quatro indivíduos suspeitos de explorar animais silvestres. A ação, denominada Operação Anhangá 2, visou resgatar animais que estavam sendo utilizados de forma irregular para atividades turísticas em uma aldeia indígena localizada às margens do lago do Janauari.
Resgate de Animais Silvestres
Durante a operação, os agentes conseguiram resgatar dois jacarés e uma preguiça, que estavam sendo mantidos em condições inadequadas. Os animais foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, na zona sul de Manaus, onde receberão os cuidados necessários. Além do resgate, a operação resultou na aplicação de multas que totalizaram R$ 10,5 mil.
Colaboração Interinstitucional
A Operação Anhangá 2 foi uma ação conjunta da Polícia Civil do Amazonas e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), contando ainda com o suporte de diversas outras instituições, como o Departamento de Inteligência da Polícia Civil e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Essa colaboração foi essencial para a identificação e neutralização de práticas ilegais relacionadas à exploração de animais.
Denúncias e Investigação
As denúncias que levaram à operação foram encaminhadas ao Ipaam, em parte resultantes de solicitações do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM). As informações indicavam que os animais estavam sendo utilizados para interação com turistas, uma prática que é considerada ilegal. O delegado Guilherme Antoniazzi, responsável pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), comentou sobre a gravidade da situação, destacando que quatro pessoas foram detidas durante a ação.
Condições de Maus-Tratos
Além da exploração econômica, os agentes encontraram evidências de maus-tratos. De acordo com o delegado Renato Matta, os suspeitos cobravam dos visitantes para que posassem para fotos com os animais, e havia indícios de que os mesmos eram dopados para parecerem mais dóceis. Cordas e cativeiros em que os animais eram mantidos em jaulas pequenas também foram descobertos durante a operação, evidenciando a severidade das condições em que esses seres viviam.
Histórico de Operações
A Operação Anhangá 2 não é um caso isolado. A primeira fase da operação foi realizada em 9 de maio de 2025 e resultou na prisão de um homem de 22 anos e na apreensão de três adolescentes, além do resgate de sete animais, incluindo preguiças, macacas, uma arara e uma cobra. Essa continuidade nas ações demonstra o compromisso das autoridades em combater a exploração ilegal de animais na região.
Conclusão
A Operação Anhangá 2 representa um passo significativo na luta contra a exploração de animais silvestres no Brasil. Por meio da colaboração entre diferentes instituições e da aplicação rigorosa da lei, as autoridades buscam não apenas resgatar os animais, mas também conscientizar a população sobre a importância da preservação da vida selvagem e a necessidade de respeitar as leis ambientais.
Fonte: https://g1.globo.com











