Unifap Preserva Acervo Histórico da Icomi com Mais de 50 Anos de Documentos

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) se destaca na preservação da história regional ao manter um acervo significativo da Icomi, empresa que atuou na extração de manganês em Serra do Navio. O Centro de Memórias da universidade abriga mais de cinco décadas de documentos que ilustram não apenas a trajetória econômica da mineradora, mas também seu impacto na vida social do estado.

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Um Acervo de Grande Volume

O acervo, que é composto por uma vasta quantidade de registros, foi doado à Unifap e transportado em doze caminhões, totalizando cerca de dois quilômetros de documentos empilhados. Anteriormente, esses materiais estavam guardados na Vila Amazonas, um bairro fundado pela Icomi para abrigar seus trabalhadores.

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Conteúdo Diversificado

Entre os documentos coletados, encontram-se prontuários médicos de hospitais da Vila Amazonas e de Serra do Navio, além de registros contábeis e fichas de funcionários. Esse material abrange a trajetória de todos os trabalhadores da mineradora, desde os pioneiros até os mais recentes contratados.

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Importância Social e Jurídica

O pesquisador Antônio Neto ressalta que a preservação dos documentos não visa apenas a memória histórica, mas também a utilidade pública. Um exemplo prático é o caso de um ex-funcionário que conseguiu garantir sua aposentadoria com a ajuda dos registros. Neto explica que o acervo serve como uma ferramenta para assegurar direitos, demonstrando a relevância do material para a população.

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Trabalho de Preservação

No Centro de Memórias, uma equipe formada por bolsistas e pesquisadores se dedica à limpeza, organização e descrição dos documentos. Eles utilizam equipamentos de proteção e trocam as caixas para garantir a conservação do material. Alexandre Amaral, que coordena o Centro, afirma que esses registros não são apenas arquivos descartados, mas sim uma rica fonte de informações que ajuda a compreender a história social e política do Amapá.

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A Icomi e seu Legado

A Icomi, cujas jazidas de manganês foram descobertas em 1945, iniciou suas operações em 1957, em colaboração com a norte-americana Bethlehem Steel. Esse empreendimento gerou uma infraestrutura robusta, incluindo uma mina a céu aberto, uma ferrovia de 194 quilômetros e vilas operárias. Durante suas quatro décadas de atividade, a Icomi foi o maior projeto mineral da Amazônia, embora tenha deixado impactos ambientais significativos.

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Conclusão

O trabalho da Unifap na preservação do acervo da Icomi representa um esforço valioso para manter viva a memória de um período crucial na história do Amapá. Através da organização e conservação desses documentos, a universidade não apenas resgata a história da mineração na região, mas também assegura que as futuras gerações compreendam a importância desse legado, tanto em termos sociais quanto econômicos.

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Fonte: https://g1.globo.com

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