Nos últimos dez anos, o Tocantins tem registrado uma série de tremores de terra, evidenciando que, embora raros, esses fenômenos sísmicos podem impactar a vida da população local. O tremor mais recente aconteceu entre Cariri do Tocantins e Gurupi, com uma magnitude de 2,8, durante a madrugada de quinta-feira, 21. O evento foi monitorado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e, felizmente, não houve relatos de danos ou de moradores que tenham sentido o tremor.
O abalo sísmico mais forte registrado no Tocantins ocorreu em dezembro de 2022, na cidade de Talismã, onde a magnitude atingiu 3,4 e durou aproximadamente 45 segundos. Moradores relataram um barulho intenso, comparável a um trovão, que precedeu os tremores, fazendo com que janelas e portas vibrassem. Outro evento notável aconteceu em agosto de 2019, com magnitude de 3,1 em Ipueiras, também sentido em cidades vizinhas como Santa Rosa do Tocantins e Silvanópolis.
Os sismos que ocorrem no interior do Brasil, como no Tocantins, são considerados irregulares e de difícil previsão. De acordo com o sismólogo Bruno Collaço, da Universidade de São Paulo, a pressão geológica nas falhas antigas da Terra aumenta gradualmente, podendo resultar em tremores em intervalos longos, que podem variar de meses a décadas. A sismicidade intraplaca, característica dessa região, apresenta um padrão imprevisível.
Embora os tremores abaixo de 4,0 sejam raramente capazes de causar danos significativos, a população começa a perceber abalos a partir da magnitude 2,5. Vibrações, ruídos e movimentos de objetos são algumas das sensações relatadas. Contudo, a força desses tremores, geralmente, não é suficiente para comprometer a estrutura de prédios. Mesmo assim, a imprevisibilidade dos sismos e a possibilidade de magnitudes maiores são preocupações constantes.
O Brasil, incluindo o Tocantins, possui uma engenharia civil projetada para suportar os níveis de sismos frequentemente registrados. O estado é classificado em uma zona de baixo a moderado risco sísmico, de acordo com a norma ABNT NBR 15421, que orienta a construção de estruturas resistentes a tremores. No entanto, construções informais e habitações populares, que muitas vezes não seguem essas normas, se tornariam vulneráveis em caso de um abalo de maior magnitude.
Embora os tremores de terra no Tocantins sejam fenômenos raros e, em sua maioria, de baixa magnitude, a conscientização sobre esses eventos é fundamental. A colaboração da comunidade é essencial para o monitoramento e a resposta a esses fenômenos. O estado, situado no centro de uma placa tectônica, apresenta um risco reduzido de sismos severos, mas a história nos mostra que tremores significativos, como o registrado em 1955 com magnitude 6,2, podem ocorrer. Portanto, a vigilância contínua e a adequação das construções permanecem como prioridades.
Fonte: https://g1.globo.com
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