Na tarde desta quinta-feira, 4 de junho, Icicléia Alves Veloso, de 41 anos, faleceu após ser baleada durante a assinatura de seu divórcio com o ex-prefeito e vereador Romildo Veloso e Silva, em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará. A confirmação do óbito veio do Hospital Regional da PA-279, onde a mulher estava internada em estado grave.
O incidente ocorreu na manhã do dia 3 de outubro, em um escritório de advocacia, onde o casal se reunia para formalizar a separação e a partilha de bens. Apesar de separados há três meses, Romildo não aceitava o fim do relacionamento. Durante a conversa, o advogado deixou a sala a pedido de Romildo, que desejava discutir assuntos privados com Icicléia.
Momentos após a saída do advogado, disparos de arma de fogo foram ouvidos. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Icicléia com um ferimento na parte posterior da cabeça, ainda com sinais vitais, enquanto Romildo foi encontrado sem vida no banheiro do escritório, com um ferimento na cabeça e um revólver ao seu lado.
A Polícia Civil iniciou uma investigação classificando o caso como feminicídio seguido de suicídio. Relatos de funcionários do escritório indicam que a situação pode ter sido impulsionada pela recusa de Icicléia em retomar o relacionamento, algo que Romildo não aceitava. O casal deixa dois filhos.
A Prefeitura de Ourilândia do Norte manifestou suas condolências, decretando luto de três dias pela morte de Romildo Veloso. O velório do ex-prefeito está programado para ocorrer na Maçonaria local. Até o momento, a prefeitura não fez comentários sobre o falecimento de Icicléia.
Icicléia foi socorrida inicialmente no Hospital Municipal de Ourilândia do Norte e, mais tarde, transferida para o Hospital Regional, onde seu estado de saúde se deteriorou rapidamente, levando à sua morte por traumatismo cranioencefálico causado pelos disparos.
Esse trágico evento levanta questões importantes sobre a violência de gênero e a necessidade de abordar a aceitação do término de relacionamentos. A situação de Icicléia e Romildo é um triste lembrete da urgência em se discutir e combater a violência contra mulheres em contextos de separação.
Fonte: https://g1.globo.com
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