Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Sou da Paz revelou que menos da metade dos homicídios ocorridos no Acre entre 2020 e 2023 foram resolvidos. De acordo com o levantamento, apenas 47% dos casos resultaram na identificação de suspeitos, colocando o estado na 11ª posição em um ranking nacional sobre a elucidação de crimes dessa natureza.
Apesar de não chegar a 50% na taxa de esclarecimento, o Acre supera a média nacional, que é de 40%. O estado registrou um total de 214 mortes violentas intencionais em 2023, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024. Essa estatística destaca a necessidade de melhorias nas investigações policiais.
Os dados do Instituto Sou da Paz também indicam que 63% dos homicídios no Acre foram cometidos com armas de fogo, posicionando o estado na 19ª colocação do Brasil nesse critério. No contexto juvenil, a taxa de homicídios atinge 40,5 por 100 mil habitantes, também figurando na 19ª posição nacional, o que é alarmante e exige atenção das autoridades.
O cenário dos feminicídios no Acre é ainda mais preocupante. Em 2023, a taxa de homicídios de mulheres alcançou 2,3 por 100 mil habitantes, um dos índices mais altos do país, empatado com Tocantins e atrás apenas de Mato Grosso (2,5) e Rondônia (2,4). A média nacional é de 1,4, evidenciando a necessidade urgente de intervenções eficazes.
Para avaliar a eficiência das investigações, o Instituto Sou da Paz utilizou dados dos Ministérios Públicos e dos Tribunais de Justiça, focando no percentual de homicídios que resultaram em denúncias até o final do ano seguinte ao crime. No Acre, a taxa de esclarecimento foi de 38% em 2020, subindo para 52% em 2022 e 51% em 2023, resultando na média de 47%.
Diversos casos de homicídios no Acre permanecem sem solução, destacando a fragilidade do sistema de segurança pública. Um exemplo é o assassinato de Yara Paulino da Silva, ocorrido em março de 2022, cuja investigação ainda não trouxe respostas. Outro caso emblemático é o de Daniel Oliveira da Costa, morto em novembro do mesmo ano, cujo crime também não foi elucidado. A brutalidade do assassinato de Clebeson Oliveira Portela, em novembro, que foi atingido por 15 tiros em sua residência, é mais uma evidência da impunidade que permeia esses crimes.
Os dados apresentados pelo Instituto Sou da Paz revelam um quadro desolador sobre a segurança pública no Acre, evidenciando a urgência de ações efetivas para aumentar a taxa de esclarecimento de homicídios e combater a violência, especialmente contra mulheres. A melhoria nas investigações e a responsabilidade das autoridades são cruciais para restaurar a confiança da população nas instituições de segurança.
Fonte: https://g1.globo.com
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!