Manifestantes Ocupam DNIT em Marabá contra Explosão do Pedral do Lourenço; MPF Requer Suspensão da Obra

Na manhã desta terça-feira, 24 de outubro, aproximadamente 300 manifestantes, incluindo moradores de comunidades ribeirinhas do rio Tocantins, ocuparam o prédio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) em Marabá, Pará. A mobilização é uma resposta à obra de derrocagem do Pedral do Lourenço, que os protestantes acreditam ameaçar suas fontes de sustento.

Leia mais

Motivações do Protesto

Os manifestantes expressam sua preocupação com os efeitos da dragagem e detonação planejadas, que, segundo eles, podem comprometer a pesca e a subsistência de suas famílias. Conceição Santos, moradora da comunidade ribeirinha Diamante, criticou a falta de consideração do DNIT em relação aos impactos da obra, afirmando que a localidade não foi incluída nos estudos necessários para a viabilização do projeto, que visa criar uma hidrovia para o transporte de produtos do agronegócio.

Leia mais

Reunião e Respostas do DNIT

Uma reunião entre representantes dos manifestantes e do DNIT teve início no início da tarde, mas até o momento, a entidade não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações dos moradores. A ausência de um retorno do órgão levanta novas preocupações entre os participantes do protesto, que buscam uma escuta atenta e respeitosa por parte das autoridades.

Leia mais

Ação do Ministério Público Federal

Na noite anterior ao protesto, o Ministério Público Federal (MPF) protocolou um recurso judicial visando reverter uma decisão de dezembro que permitiu a continuidade das obras. O procurador Rafael Martins da Silva destacou a falta de uma Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) às comunidades afetadas, o que contraria a Convenção 169 da OIT. Além disso, o MPF criticou a decisão judicial por desconsiderar pareceres do Ibama que apontam riscos significativos para o ecossistema da região.

Leia mais

Críticas e Implicações da Decisão Judicial

O MPF também apontou que os estudos realizados pelo DNIT limitam a área de influência da obra a um raio de apenas 3 km, o que, segundo o órgão, fatiaria o licenciamento e ocultaria os impactos reais da hidrovia. A proposta de indenização de um salário mínimo foi considerada inadequada, e o MPF ressaltou que a Justiça transferiu a responsabilidade de estabelecer um valor de indenização ao órgão, o que eles consideram uma inversão ilegal.

Leia mais

Demandas e Próximos Passos

O MPF exige a suspensão das licenças até que novos estudos socioambientais sejam realizados, contemplando 26 comunidades afetadas, incluindo ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A realização da Consulta Prévia, Livre e Informada e um plano adequado de indenização são outros pontos cruciais levantados pelo MPF, que busca garantir os direitos das comunidades impactadas.

Leia mais

Conclusão

O protesto em Marabá e a ação do MPF refletem a crescente tensão entre as comunidades locais e os projetos de infraestrutura que podem afetar diretamente seus modos de vida. À medida que as discussões avançam, a expectativa é que as necessidades das populações tradicionais sejam devidamente consideradas e que se busque um equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental.

Leia mais

Conheça Alter do Chão: https://portaldealter.com.br/

Leia mais

Fonte: https://g1.globo.com

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal de Notícias da Região Norte