Em um desdobramento significativo no combate a práticas ilegais de exploração animal, cinco indivíduos foram detidos em Maués, no interior do Amazonas, durante uma operação realizada pela Polícia Militar, em parceria com a Polícia Civil e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sedema). O evento ocorreu em um sítio situado na estrada Maués-Mirim, próximo a uma unidade prisional, no último sábado (30).
As prisões foram efetuadas após a polícia receber denúncias sobre a realização de um torneio clandestino de rinha de galos. Ao chegarem ao local, as autoridades encontraram não apenas os organizadores do evento, mas também apostadores que estavam presentes no momento da intervenção. Apesar da ação, alguns participantes conseguiram escapar, utilizando as áreas de mata ao redor.
Durante a operação, a Polícia Civil conseguiu resgatar 15 galos que estavam sendo utilizados nas rinhas. Esses animais apresentavam claros sinais de maus-tratos e foram encaminhados para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde estão recebendo os cuidados necessários enquanto se aguarda uma decisão sobre seu futuro. O secretário da pasta, Lázaro Júnior, confirmou que a equipe encontrou evidências de exploração animal e irregularidades nas condições de alojamento das aves.
Os envolvidos na rinha de galos enfrentam a possibilidade de responder por crimes ambientais. Além das detenção, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente revelou que os suspeitos podem ser multados administrativamente, reforçando a seriedade da infração cometida. O proprietário do imóvel onde as atividades ilegais foram realizadas permaneceu no local e colaborou com as autoridades durante a investigação.
Esta operação destaca a importância do envolvimento da sociedade e das autoridades no combate a práticas que colocam em risco o bem-estar animal. Com a crescente conscientização sobre a exploração de animais em competições ilegais, ações como essa são essenciais para promover a proteção e os direitos dos seres vivos, além de prevenir futuros incidentes semelhantes.
Fonte: https://g1.globo.com
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