O prefeito de Manaus, David Almeida, se pronunciou sobre a prisão de sua ex-chefe de gabinete, Anabela Cardoso Freitas, que foi detida durante a Operação Erga Omnes. Essa operação investiga um alegado 'núcleo político' vinculado ao Comando Vermelho no Amazonas. A declaração do prefeito aconteceu em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (23), onde também anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas.
A Polícia Civil do Amazonas informou que a Operação Erga Omnes resultou na prisão de 14 pessoas, sendo oito delas no estado. Entre os detidos, além de Anabela, está um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas. A investigação aponta que esses indivíduos ocupavam cargos públicos ou possuíam influência em órgãos governamentais, facilitando as atividades do grupo criminoso.
Durante sua fala, David Almeida expressou descontentamento com a operação, questionando sua eficácia e os resultados obtidos. Ele afirmou: 'Que operação é essa que não prendeu um traficante, não apreendeu um carro, um quilo de droga?! Essa operação é tão autêntica quanto uma nota de 300 reais.' O prefeito sugeriu que a investigação visa prejudicar sua imagem política, reiterando que não é alvo nem está sendo investigado diretamente.
A defesa de Anabela, representada por seu advogado, alegou que a prisão foi precipitada e baseada em acusações infundadas. O advogado negou qualquer relação de Anabela com os outros investigados e afirmou que ela não conhece o suposto líder da organização criminosa. Além disso, a defesa destacou que, até a data da entrevista, não havia tido acesso ao inquérito policial, o que considerou uma irregularidade.
De acordo com as investigações, Anabela teria movimentado aproximadamente R$ 1,5 milhão em favor do Comando Vermelho por meio de empresas de fachada. O prefeito, ao ser questionado sobre essa quantia, defendeu que tais movimentações são compatíveis com a renda que Anabela teria acumulado ao longo dos anos, incluindo seu salário como servidora pública e uma pensão recebida como viúva de um ex-deputado.
Além de Anabela, a operação resultou na prisão de outras pessoas, incluindo Izaldir Moreno Barros, um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas acusado de vazar informações sigilosas, e Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete. A polícia também deteve Alcir Queiroga Teixeira Júnior, Josafá de Figueiredo Silva, Osimar Vieira Nascimento, Bruno Renato Gatinho Araújo e Ronilson Xisto Jordão, todos supostamente envolvidos no esquema investigado.
A prisão de Anabela Cardoso Freitas levanta questões sobre a relação entre política e criminalidade no Amazonas. Enquanto a investigação prossegue, tanto a defesa da ex-chefe de gabinete quanto o prefeito David Almeida prometem apresentar provas que sustentarão suas alegações de inocência. A situação continua a se desenrolar, refletindo a complexidade do cenário político e criminal na região.
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Fonte: https://g1.globo.com
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