A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou novas diretrizes para a operação do porto, com foco na priorização do desembarque de navios com combustíveis. Essa decisão surge como resposta à crise energética provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que tem gerado incertezas no fornecimento de combustíveis.
A ação da APS foi motivada pelo parecer emitido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que alertou sobre o risco de desabastecimento no estado de São Paulo. A medida busca mitigar os impactos dessa crise, garantindo que os produtos essenciais cheguem ao mercado com a maior brevidade possível.
A primeira operação sob as novas diretrizes foi realizada em 30 de março, quando o navio MH Ibuki recebeu prioridade para descarregar 17.974 toneladas de Gasolina tipo A. Essa quantidade é equivalente a cerca de 600 caminhões-tanque, que foram descarregados no Terminal de Graneis Líquidos da Alamoa (Tegla), em Santos.
A embarcação MH Ibuki, que navega sob bandeira panamenha, realiza o transporte de combustível proveniente da Refinaria de Mataripe (REFMAT), utilizando o Terminal de Madre de Deus (Temadre) como ponto de origem. Essa logística é fundamental para garantir que os combustíveis cheguem a tempo e em volume suficiente para atender à demanda.
As prioridades de atracação no porto são definidas por normas específicas que se aplicam em situações de emergência, como acidentes com tripulantes ou avarias que necessitam de reparo imediato. Além disso, existe a discricionariedade do agente público em decidir sobre o que é mais conveniente para a sociedade, uma prática que justifica a recente decisão da APS.
Segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos, a mesma abordagem foi utilizada anteriormente para facilitar o trânsito de doações destinadas ao Rio Grande do Sul, durante as enchentes de 2024, demonstrando a flexibilidade das operações portuárias em tempos de crise.
Atualmente, o MH Ibuki está programado para iniciar uma nova viagem entre Madre de Deus e Santos, com chegada prevista para o dia 12. Caso chegasse hoje, a embarcação teria que esperar junto a outros dez navios que transportam combustíveis e gás, aguardando a liberação de terminais para descarregamento. A APS informou que, no momento, todas as vagas destinadas a navios de combustível estão ocupadas, mas o fluxo no terminal continua ocorrendo de forma normal.
Essas medidas adotadas pelo Porto de Santos visam garantir um abastecimento contínuo e eficiente, essencial para enfrentar os desafios impostos pela instabilidade no mercado de combustíveis.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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