A Polícia Civil do Amazonas anunciou, na última segunda-feira (23), a confirmação de que o vídeo apresentado pela médica Juliana Brasil foi manipulado. A gravação, utilizada como defesa no caso da morte do menino Benício Xavier, de apenas 6 anos, ocorreu em um hospital particular de Manaus e gerou grande repercussão na sociedade.
Em dezembro, a defesa da médica divulgou o vídeo como evidência de que o sistema de prescrição médica havia alterado automaticamente a via de administração da adrenalina, supostamente sem a intervenção de Juliana. Os advogados argumentaram que essa falha poderia ter contribuído para o erro no atendimento ao menino. Contudo, a polícia agora afirma que o material foi adulterado com a intenção de encobrir a responsabilidade da médica.
O delegado Marcelo Martins, que lidera o caso no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), explicou que as perícias realizadas descartaram qualquer falha no sistema hospitalar. Um laudo do Instituto de Criminalística, já divulgado em janeiro, havia demonstrado que a escolha da via de administração é uma decisão do médico e não uma alteração automática do sistema.
A investigação não só se concentra em Juliana Brasil, mas também envolve sua irmã, Geovana Brasil, e uma médica identificada apenas como 'Luisa', que negou qualquer participação no incidentes. A polícia considera que a manipulação do vídeo pode configurar o crime de fraude processual, o que pode levar a novas implicações legais para os envolvidos.
Benício foi levado ao hospital com sintomas de tosse seca e suspeita de laringite. Segundo o pai, Bruno Freitas, a médica prescreveu uma série de medicamentos, incluindo três doses de adrenalina intravenosa. A família expressou preocupação ao questionar a técnica de enfermagem sobre a prescrição, que concordou que a aplicação intravenosa não era comum.
Após a administração da primeira dose de adrenalina, o estado de Benício se deteriorou rapidamente. A equipe médica o levou para a sala de emergência, onde o quadro clínico se agravou ainda mais. Em seguida, ele foi transferido para a UTI, onde sofreu múltiplas paradas cardíacas durante o procedimento de intubação.
Bruno Freitas expressou seu desejo por justiça em nome de seu filho, enfatizando a necessidade de que outros não passem pela mesma dor que sua família está enfrentando. A tragédia de Benício levanta questões sérias sobre a responsabilidade médica e a segurança nos atendimentos hospitalares, um tema que ressoa profundamente na comunidade.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Amazonas, com acompanhamento do Ministério Público do Amazonas (MPAM). A conclusão dos laudos periciais, incluindo o exame de necropsia de Benício, será crucial para determinar os próximos passos na apuração dos fatos.
Fonte: https://g1.globo.com
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!