Com o encerramento do período de defeso, o setor pesqueiro de Santarém, localizado no oeste do Pará, celebra a liberação da pesca e comercialização de oito espécies de peixes. Essa mudança, que ocorreu no domingo, 15 de março, traz novas expectativas de vendas para os pescadores locais, que aguardavam ansiosos por essa autorização.
O defeso é uma medida essencial para a preservação das espécies aquáticas, visando proteger o ciclo reprodutivo de diversas espécies presentes na região. Embora a liberação tenha sido anunciada, alguns peixes continuam sob proteção. O tambaqui e o acari, por exemplo, permanecerão proibidos de pesca até o dia 31 de março, enquanto o pirarucu estará protegido até o final de maio.
Desde a data de liberação, os pescadores podem pescar e comercializar as seguintes espécies: aracu, branquinha, curimatã, fura-calça, jatuarana, mapará, pacu e pirapitinga. Essa variedade de peixes promete movimentar o mercado local e oferecer aos consumidores opções frescas e de qualidade.
As autoridades competentes, incluindo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e a colônia de pescadores Z-20, estão atentas ao cumprimento das normas estabelecidas para o período de defeso. A fiscalização é rigorosa, e pescadores que forem flagrados pescando ou comercializando as espécies que ainda estão protegidas poderão enfrentar processos legais por pesca ilegal, além de multas que variam conforme a quantidade de peixe apreendido.
A liberação da pesca não só beneficia os pescadores, mas também impacta positivamente a economia local, proporcionando alimentos frescos à comunidade e fomentando o comércio. Além disso, o diálogo entre as autoridades e os pescadores é fundamental para garantir a sustentabilidade dos recursos pesqueiros e a proteção do meio ambiente.
O fim do período de defeso em Santarém representa uma nova fase para o setor pesqueiro, com a autorização para a captura de diversas espécies. No entanto, é crucial que todos os envolvidos respeitem as normas de proteção ainda vigentes para garantir a saúde dos ecossistemas aquáticos e a continuidade da atividade pesqueira na região.
Fonte: https://g1.globo.com
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