Na Sexta-Feira Santa, dia de profunda reflexão para os cristãos, centenas de fiéis se reuniram nas ruas do Centro de Manaus para participar de encenações da Paixão de Cristo. Este evento simbólico não apenas recriou o caminho de Jesus até a crucificação, mas também proporcionou um espaço de inclusão, fé e renovação espiritual.
Organizada pela comunidade Nova e Eterna Aliança, a encenação deste ano marcou sua segunda edição e trouxe uma proposta inovadora ao incluir pessoas em situação de vulnerabilidade social no elenco. A iniciativa visa dar visibilidade a esses indivíduos, promovendo a inclusão através da prática da fé.
A coordenadora Thaís Brasil enfatizou a importância de reconhecer que todos têm um lugar na sociedade. "Não é porque uma pessoa está em situação de rua ou vulnerável que ela deve ser excluída. Todos fazem parte da comunidade", afirmou, destacando o papel transformador do evento.
Participantes como André, que interpretou um soldado romano, compartilharam suas experiências emocionantes. Para ele, a encenação representa um símbolo de superação e reconhecimento. "Antes, éramos invisíveis. Hoje, temos uma nova forma de viver e este espaço é um ponto de luz em nossas vidas", disse.
Além da encenação da comunidade Nova e Eterna Aliança, outra tradicional via-sacra também ocorreu no Centro de Manaus. O cortejo saiu da Catedral Metropolitana, seguindo em direção ao Santuário Nossa Senhora de Fátima, no bairro Praça 14. Este evento também atraiu muitos fiéis em busca de um momento de contemplação.
O pároco da catedral, padre Nelson Pereira, ressaltou a importância do dia, que é marcado pela reflexão sobre o amor incondicional de Deus, manifestado através do sacrifício de Jesus Cristo. Ele destacou: "Hoje é um dia para ponderar sobre o amor que se entrega plenamente".
Entre os participantes, a aposentada Maria Helena expressou sua devoção ao participar anualmente da celebração. "É Sexta-Feira Santa, o dia em que Ele morreu pelos nossos pecados", afirmou, evidenciando a conexão emocional que a data traz. Dirce Guimarães também comentou sobre a importância da celebração, descrevendo-a como uma honra e um testemunho de fé.
Essas encenações, além de relembrar a Paixão de Cristo, servem como um poderoso lembrete da importância da inclusão e da comunidade, mostrando que a fé pode unir e transformar vidas, independentemente das circunstâncias.
Fonte: https://g1.globo.com
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