Uma ação coordenada pela Polícia Civil de Roraima resultou na apreensão de dezoito câmaras de bronzeamento artificial, equipamentos que são proibidos no Brasil devido ao seu potencial cancerígeno. A operação, realizada em Boa Vista nesta última sexta-feira, 13, foi desencadeada após uma denúncia de uma cliente que relatou ter sofrido queimaduras graves durante uma sessão de bronzeamento.
Desde novembro de 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina a proibição do uso de câmaras de bronzeamento com lâmpadas ultravioleta (UV) em todo o país. A restrição abrange não apenas a venda e aluguel desses equipamentos, mas também sua importação, devido aos riscos elevados de lesões e tumores associados ao seu uso. As consequências da exposição a esses dispositivos incluem queimaduras, danos oculares e um aumento significativo no risco de câncer de pele.
A Delegacia de Defesa do Consumidor (DDCON) iniciou as investigações após receber um alerta da Vigilância Sanitária municipal, que indicou a oferta irregular de serviços de bronzeamento na região. O delegado Rodrigo Gomides comentou sobre a instauração de um inquérito para apurar possíveis crimes que violam os direitos do consumidor e a saúde pública.
A operação ocorreu em dez endereços localizados em sete bairros de Boa Vista. A divulgação do serviço nas redes sociais, com postagens frequentes que promoviam o chamado 'bronzeamento de marquinha', atraiu a atenção das autoridades. Em algumas clínicas, a movimentação era intensa, conforme relatado pela polícia.
Além das câmaras de bronzeamento, os agentes também apreenderam cadernos e livros de registro, que continham informações sobre clientes que haviam realizado ou agendado sessões. Em uma das clínicas, a polícia encontrou o portão trancado e, após tentativas de contato, foi necessário acionar o Grupo de Resposta Tática (GRT) para acessar o local. A proprietária não estava presente e é suspeita de tentar escapar.
Durante as fiscalizações, um jabuti foi encontrado em cativeiro em uma das clínicas. O animal foi resgatado e entregue a órgãos ambientais, enquanto o responsável pelo local foi levado à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), onde enfrentará acusações por crime ambiental.
A operação foi realizada em colaboração com o Departamento de Vigilância Sanitária de Boa Vista (Devisa). O diretor do Devisa, João Neto, enfatizou que a prioridade é retirar esses equipamentos perigosos de circulação para proteger a saúde da população. A polícia continuará a investigar e buscar outros estabelecimentos que possam estar operando ilegalmente, e as proprietárias das clínicas apreendidas enfrentarão consequências legais.
A operação 'Marquinha Proibida' serve como um importante alerta sobre os riscos associados ao bronzeamento artificial e a necessidade de fiscalização rigorosa para garantir a saúde pública.
Fonte: https://g1.globo.com
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