O projeto 'Amapá em Campo' tem se destacado como uma iniciativa que reúne esporte, cultura e a preservação ambiental, transformando as ruas de Macapá em verdadeiras galerias a céu aberto. Artistas locais, como o grafiteiro e tatuador Nazareno Senn, estão na vanguarda dessa transformação, utilizando a arte urbana para celebrar a cultura amazônica e reforçar a identidade do povo da região.
Nascido em Breves, no Pará, Nazareno Senn mudou-se para o Amapá aos 14 anos e, desde então, considera-se um verdadeiro amapaense. Sua paixão pela arte começou na infância e se consolidou com seu ingresso no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap) em 2016. Para ele, essa vivência acadêmica foi crucial para entender que a arte seria sua trajetória profissional.
Antes de se aventurar pelo grafite, Nazareno já havia explorado diversas formas de arte como tatuador. Sua incursão no grafite começou há cerca de dois anos, quando um amigo o convidou para participar de uma pintura com spray. Essa experiência abriu novas portas e possibilitou que ele encontrasse uma expressão artística que o satisfaz, permitindo-lhe trabalhar conceitos e cores de maneira livre e criativa.
As obras de Nazareno estão profundamente enraizadas na cultura local. Para o projeto 'Amapá em Campo', ele e o artista Rogério Nobre desenvolveram layouts que incorporam elementos típicos da identidade amazônica, como o Marco Zero do Equador e o pirarucu. As pinturas não apenas embelezam o espaço urbano, mas também contam histórias e fazem ecoar tradições que são parte integrante do cotidiano da população.
A resposta da comunidade tem sido uma das experiências mais gratificantes para Nazareno. Ele observa que muitos moradores se identificam com os elementos representados nas obras, sentindo-se orgulhosos ao ver a cultura amapaense refletida nos espaços públicos. Essa conexão emocional é um dos motivadores que o impulsionam a continuar seu trabalho artístico.
Além do aspecto criativo, o projeto trouxe desafios logísticos significativos, especialmente devido à necessidade de realizar as pinturas em áreas de grande movimentação. Nazareno e sua equipe tiveram que planejar cuidadosamente a execução das obras, assegurando a segurança dos cidadãos e o fluxo contínuo de pessoas. Eles enfrentaram também as intempéries do clima amazônico, incluindo calor intenso e chuvas, que fazem parte da realidade da região.
Atualmente, Nazareno e sua equipe estão avançando com as intervenções em novos locais de Macapá, após o sucesso das pinturas na Ponte do Apertadinho. Com cada nova obra, eles não apenas revitalizam o espaço urbano, mas também criam um ambiente mais acolhedor e colorido, promovendo uma conexão entre os cidadãos e sua cultura local.
Através do projeto 'Amapá em Campo', Nazareno Senn exemplifica como a arte pode servir como um poderoso meio de expressão cultural e identidade, ao mesmo tempo que embeleza e transforma a cidade de Macapá.
Fonte: https://g1.globo.com
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