O naufrágio da lancha de passageiros Lima de Abreu XV, que ocorreu em Manaus há um mês, deixou um saldo trágico de três mortos e cinco pessoas ainda desaparecidas. A embarcação, que transportava cerca de 80 pessoas, afundou durante a viagem entre a capital amazonense e o município de Nova Olinda do Norte. Enquanto as buscas continuam, muitos familiares aguardam ansiosamente por notícias.
Na última quinta-feira, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) atualizou as informações sobre as operações de busca, que seguem sem previsão de término. Até o momento, os esforços já cobriram 238 quilômetros do Rio Amazonas, com o auxílio de 21 militares, incluindo mergulhadores e embarcações especializadas. A tecnologia tem sido uma aliada nas buscas, com o uso de drones e sonar para mapear o fundo do rio.
Vídeos gravados por passageiros capturaram a angústia dos momentos após o naufrágio, mostrando pessoas, incluindo crianças, lutando para se manter à tona. Alguns estavam em botes ou flutuando, utilizando coletes salva-vidas enquanto aguardavam socorro. Um dos resgates mais comoventes foi o de um bebê prematuro, que foi colocado dentro de um cooler para evitar o contato com a água. Tanto a criança quanto a mãe, que viajava a Manaus para dar à luz, foram resgatadas e recebidas em atendimento médico.
As vítimas do naufrágio incluem pessoas de diferentes idades e histórias. Entre elas, Samila de Souza, uma menina de apenas três anos, e Lara Bianca, de 22 anos, estudante de odontologia. Os corpos de Samila e Lara foram recuperados poucas horas após o acidente. Já Fernando Grandêz, um cantor gospel de 39 anos, teve seu corpo encontrado três dias depois do incidente. As famílias das vítimas estão profundamente abaladas e buscam por respostas.
O piloto da lancha, Pedro José da Silva Gama, foi detido após o naufrágio, mas liberado após pagamento de fiança. A juíza encarregada do caso emitiu um mandado de prisão preventiva no dia seguinte, mas desde então, Pedro está foragido. A empresa responsável pela lancha, Lima de Abreu Navegações, emitiu uma nota lamentando o ocorrido e assegurando que a embarcação estava devidamente regularizada.
Enquanto as buscas continuam, a comunidade e as autoridades locais se mobilizam para prestar apoio às famílias afetadas. A tragédia levantou questões sobre a segurança na navegação de passageiros nas águas do Amazonas, e a expectativa é que as investigações tragam respostas e medidas que evitem novos acidentes no futuro.
Com um mês desde o naufrágio, a dor da perda ainda ressoa entre os que aguardam notícias de seus entes queridos. A esperança de encontrar os desaparecidos permanece viva, assim como a determinação da comunidade em buscar justiça e segurança.
Fonte: https://g1.globo.com
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