Um trágico crime abalou a comunidade de São João da Baliza, no Sul de Roraima, onde Daiely Pereira da Conceição, de 30 anos, foi assassinada pelo próprio marido, Ronivaldo Silva de Sousa, de 31 anos. O exame pericial realizado pela Polícia Civil revelou que a vítima foi arrastada para uma área de mata antes de ser morta na última sexta-feira, dia 10.
Testemunhas relataram que Daiely foi agredida por Ronivaldo e encontrada desmaiada no meio da rua. Apesar de ser rapidamente levada ao hospital, ela não conseguiu resistir aos ferimentos e faleceu. A mulher era mãe de três crianças, incluindo um menino de 10 anos e duas meninas de 7 e 4 anos, que agora enfrentam a perda trágica da mãe.
Após a confirmação do óbito, a polícia recebeu informações sobre o paradeiro de Ronivaldo, que estava escondido próximo ao cemitério municipal. Ao avistar o veículo da polícia, ele tentou fugir, saltando os muros de casas vizinhas. Contudo, os agentes cercaram a área e conseguiram localizá-lo em uma casa abandonada, onde ele tentou resistir à prisão portando uma pá.
Durante a abordagem, Ronivaldo procurou um conhecido para pedir ajuda em sua fuga, momento em que confessou ter cometido o homicídio. O homem foi levado à delegacia, onde o caso foi registrado. Ao consultar o sistema de segurança, a polícia descobriu que ele já possuía um histórico de violência, incluindo uma ocorrência em abril de 2025, quando foi denunciado por ameaçar Daiely de morte.
Este caso levanta questões importantes sobre a violência de gênero e o feminicídio. A lei brasileira prevê punições severas para crimes desse tipo, refletindo a necessidade de um sistema de justiça que proteja as vítimas e responsabilize os agressores. A sociedade clama por medidas mais eficazes para coibir a violência doméstica e garantir a segurança das mulheres.
A morte de Daiely Pereira da Conceição é um lembrete sombrio da realidade enfrentada por muitas mulheres no Brasil. É fundamental que as autoridades e a sociedade civil trabalhem juntas para promover a conscientização sobre a violência doméstica e criar redes de apoio para as vítimas. A luta contra o feminicídio deve continuar, a fim de evitar que tragédias semelhantes se repitam.
Fonte: https://g1.globo.com
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