Na terceira e última noite do 59º Festival de Parintins, realizada no domingo (28), a cunhã-poranga Marciele Albuquerque encantou o público ao surgir de uma alegoria inspirada na lenda amazônica "Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente". A apresentação faz parte do espetáculo "O Brinquedo da Resistência", que enfatiza a importância da cultura e das tradições dos povos amazônicos.
A alegoria que trouxe Marciele ao centro das atenções é baseada em uma narrativa rica da Ilha do Bananal. A história gira em torno do jovem guerreiro Maricá, que se vê diante dos Nhaçã Hekã, seres gigantes que representam uma ameaça à floresta e ao seu povo. A trama é marcada pela intervenção de personagens como a Cobra e o Sapo, que simbolizam os poderes da natureza e se juntam a Maricá na luta para restaurar a paz na região.
Marciele Albuquerque, como cunhã-poranga do Boi Caprichoso, desempenhou um papel fundamental na apresentação, que é um dos 21 quesitos avaliados pelos jurados do festival. Sua atuação foi avaliada com base em critérios como desenvoltura, expressão corporal, vestuário e a conexão com o tema apresentado. A artista surgiu da estrutura alegórica ao som da emocionante toada "Nhaçã Hekã", seguida por sua evolução ao som de "Amantes Feiticeiras", marcando sua presença de forma vibrante na arena.
O espetáculo "O Brinquedo da Resistência" destaca não apenas as tradições populares, mas também a resiliência cultural dos povos da Amazônia, ressaltando a importância de preservar suas histórias e mitos. A apresentação de Marciele Albuquerque se alinha a esse propósito, trazendo à tona a luta e a coragem presentes nas narrativas amazônicas. O Festival de Parintins, portanto, se torna um palco não apenas de entretenimento, mas também de celebração e reflexão sobre a identidade cultural.
A terceira noite do festival foi marcada por uma atmosfera vibrante, onde o público pôde acompanhar em tempo real as atuações dos participantes. A entrada de Marciele Albuquerque como cunhã-poranga do Caprichoso foi um dos momentos mais aguardados da noite, consolidando seu papel como uma figura central na celebração da cultura amazônica.
A apresentação de Marciele Albuquerque no Festival de Parintins 2026 não apenas encantou os espectadores, mas também trouxe à luz a rica tapeçaria de mitos e tradições da Amazônia. Através de sua performance, a artista conseguiu transmitir a mensagem de resistência e força cultural, reafirmando a importância de valorizar e preservar as histórias que moldam a identidade dos povos da região.
Fonte: https://g1.globo.com
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