A Justiça do Acre decidiu levar João Batista da Silva, de 69 anos, a júri popular pela acusação de homicídio de Marcelo da Silva de Alencar, um homem em situação de rua de 38 anos. O crime ocorreu em 7 de setembro do ano passado, quando o acusado atacou a vítima com uma barra de ferro enquanto esta dormia em uma calçada no bairro Bosque, em Rio Branco.
Conforme informações da Polícia Civil, horas antes do homicídio, João e Marcelo teriam se envolvido em uma discussão relacionada ao espaço que compartilhavam para dormir. Após ser expulso por Marcelo durante a altercação, João aguardou a oportunidade para retornar e cometer o crime, atacando a vítima enquanto estava vulnerável.
Com a pronúncia para o júri, a Justiça abriu um período para que a defesa de João e o Ministério Público do Acre se manifestem. A Defensoria Pública do estado, ao ser contatada, optou por não comentar o caso em questão. O juiz Fábio Alexandre Costa de Farias destacou que o crime foi motivado por razões fúteis e que o recurso utilizado pelo agressor impediu a defesa da vítima.
É importante notar que João Batista já possuía um histórico criminal, tendo sido preso em janeiro de 2025 por tentar matar outro homem com um terçado no centro de Rio Branco. Embora tenha sido detido em flagrante, ele foi liberado durante a audiência de custódia. A Defensoria Pública, apesar de reconhecer a existência de provas do crime, solicitou que o réu não fosse levado a julgamento, alegando fragilidade nas testemunhas e dificuldades em identificar o autor do crime através de vídeos de câmeras de segurança.
Durante a investigação, foi revelado que ambos os homens compartilhavam um espaço para dormir e que a briga que culminou no homicídio teve raízes em disputas por esse espaço. As motivações para a violência também estão ligadas ao consumo de drogas, uma vez que o inquérito apontou que João é usuário de entorpecentes e que o ambiente em que viviam frequentemente levava a conflitos entre os moradores de rua.
Ainda não há uma data definida para o júri, mas o caso destaca a complexidade das relações entre pessoas em situação de vulnerabilidade e os desafios enfrentados pelas autoridades no combate à violência nas ruas. O desfecho desse caso poderá ter implicações significativas não apenas para o acusado, mas também para a discussão sobre a segurança e os direitos das pessoas em situação de rua na região.
Fonte: https://g1.globo.com
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