Uma série de investigações desencadeadas pela apreensão de armas de guerra resultou na descoberta de irregularidades no antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas. Essa situação emergiu após a captura de duas metralhadoras calibre .30 em Maio de 2025, na Zona Leste de Manaus, conforme relatado pelo promotor de Justiça Armando Gurgel do Ministério Público do Amazonas (MPAM).
A apreensão das metralhadoras ocorreu na Avenida Cosme Ferreira, onde um policial militar, identificado como Douglas Napoleão Campos, foi detido enquanto transportava as armas. A operação que se seguiu, denominada "Fogo Amigo", focou na execução de mandados de busca e prisão dos envolvidos no transporte clandestino das armas. Essa ação foi um marco inicial que levou à análise mais profunda das condições dentro do núcleo prisional.
Durante a execução de um mandado, o MP flagrou um preso realizando uma chamada de vídeo dentro do núcleo. Essa ocorrência levantou suspeitas sobre a presença de celulares não autorizados na unidade. A partir disso, o MP conduziu uma fiscalização rigorosa, resultando na apreensão de materiais proibidos e na descoberta de uma fuga de dois detentos, que havia ocorrido anteriormente em 2025.
Em fevereiro de 2026, a situação do núcleo prisional se agravou com uma nova fuga, onde 23 policiais militares deixaram a unidade. A ausência dos detentos foi notada durante uma vistoria rotineira, e, embora a maioria tenha retornado na mesma noite, a situação exigiu uma investigação mais profunda. Durante a Operação Sentinela, dois policiais foram detidos por supostamente facilitarem a saída dos presos.
Com a crescente pressão e as irregularidades expostas, o antigo núcleo prisional foi oficialmente desativado em 12 de setembro de 2026, após a transferência de 71 policiais militares para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM). Essa operação foi marcada por protestos de familiares dos detentos, que tentaram impedir a movimentação dos presos, resultando em confrontos verbais com as equipes de segurança.
A nova UPPM/AM, que agora ocupa o prédio da antiga Penitenciária Feminina de Manaus, busca oferecer um ambiente mais seguro e controlado para a custódia dos policiais militares. O Ministério Público, em conjunto com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), continua a monitorar a situação para garantir que as irregularidades não se repitam, prometendo um rigoroso acompanhamento das condições dentro da nova unidade.
A desativação do núcleo prisional e a transferência dos detentos representam um esforço significativo para reformular o sistema prisional no Amazonas, visando melhorar a segurança e a gestão das unidades. As autoridades continuam comprometidas a investigar e corrigir falhas que possam comprometer a integridade do sistema.
Fonte: https://g1.globo.com
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