Investigação das UPAs de Palmas: Da Terceirização às Prisões

A recente operação que culminou na prisão da secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, trouxe à tona preocupações sobre a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na cidade. A investigação gira em torno de um contrato de R$ 139 milhões firmado com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, que assumiu a administração das UPAs em março de 2026. Este artigo analisa a cronologia dos eventos que levaram às prisões e as implicações para a saúde pública local.

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Contexto da Terceirização das UPAs

Em 24 de março de 2026, a Prefeitura de Palmas anunciou a transferência da gestão das UPAs para a entidade filantrópica Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, um ato realizado sem licitação e com duração prevista de 12 meses. O município justificou essa decisão como uma forma de simplificar a fiscalização e aumentar a eficiência, prometendo melhorias na oferta de serviços, especialmente nas áreas de pediatria e ortopedia.

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Reações da Comunidade e Funcionários

A medida de terceirização gerou insatisfação entre os servidores públicos da saúde, que realizaram protestos, incluindo um 'velório simulado' das UPAs, simbolizando a 'morte da saúde pública'. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palmas, Heguel Albuquerque, criticou a falta de diálogo com os trabalhadores e as entidades representativas sobre a mudança.

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Desdobramentos Legais e Suspensão da Terceirização

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins chegou a recomendar a suspensão do contrato, levantando suspeitas de irregularidades. Contudo, em 13 de abril, a 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas negou um pedido de suspensão da terceirização, alegando que interromper os serviços poderia colapsar o sistema de saúde local. A decisão judicial enfatizou a ausência de evidências suficientes para justificar a suspensão.

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Prisões e Implicações Legais

Em junho de 2026, as prisões de Dhieine Caminski e Andreis Vicente da Costa marcaram um ponto crítico na investigação. Ambos são suspeitos de envolvimento em fraudes relacionadas ao contrato com a Santa Casa. A defesa de Caminski declarou que ainda não teve acesso completo ao material do caso, enquanto o advogado de Andreis Vicente solicitou acesso aos autos do inquérito para se manifestar. Além disso, a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, considerada foragida, informou que se apresentará apenas após ter conhecimento dos detalhes do processo.

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Posições da Prefeitura e da Santa Casa

A Prefeitura de Palmas, através de sua Procuradoria-Geral, manifestou que está acompanhando a situação de perto e aguardando acesso aos autos do inquérito para se pronunciar. Por sua vez, a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba negou qualquer envolvimento na investigação e reafirmou que Cláudia Fernanda não é representante da instituição.

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Conclusão

A investigação em curso sobre a terceirização das UPAs de Palmas expõe questões críticas sobre a gestão da saúde pública e a integridade dos processos administrativos. Com as prisões de autoridades envolvidas, a situação continua a se desdobrar, levantando preocupações sobre a transparência e a eficiência na prestação de serviços essenciais à população. O futuro das UPAs e a confiança da comunidade na gestão pública estão em jogo, enquanto a investigação avança.

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Fonte: https://g1.globo.com

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