Um incidente alarmante ocorreu em Rio Branco, Acre, onde um idoso de 69 anos foi intubado após consumir um fruto altamente tóxico encontrado no quintal de uma vizinha. O caso envolve também sua esposa e seu filho de 13 anos, que também ingeriram o mesmo fruto, resultando em sérios problemas de saúde para a família.
O fruto em questão pertence à planta conhecida como trombeta roxa (Datura metel), que é amplamente reconhecida por suas propriedades alucinatórias e potencialmente letais. Segundo o biólogo Marcos Silveira, a planta é da família Solanaceae, que inclui vegetais comuns como tomate e batata, mas suas toxinas tornam-na extremamente perigosa quando ingerida.
O consumo do fruto ocorreu na noite de quinta-feira, 26 de outubro, e logo após, todos os membros da família começaram a apresentar sintomas de intoxicação, sendo rapidamente atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O idoso foi o mais afetado, sendo internado na UTI do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC) e necessitando de intubação para auxiliar na respiração.
De acordo com Marcos Silveira, os sintomas de intoxicação por trombeta roxa podem se estender de 24 a 48 horas, e incluem alucinações e agitação. Ele enfatizou a importância de procurar atendimento médico imediato e evitar remédios caseiros ou outras intervenções sem orientação profissional. Os efeitos da intoxicação são graves e podem ser fatais sem o tratamento adequado.
A ingestão do fruto foi motivada por uma informação errônea de uma vizinha, que afirmou que o fruto tinha sabor semelhante ao do maxixe. A irmã de Gelzifran, esposa do idoso, relatou que o cunhado havia cozinhado o fruto antes de serví-lo, sem perceber o risco envolvido. Após o incidente, a mulher visitou a residência da vizinha para confirmar a identidade da planta.
Após o tratamento, Gelzifran e o filho conseguiram receber alta do hospital, embora a esposa ainda enfrente dificuldades em casa, apresentando episódios de alucinação e um paladar alterado, que a impede de se alimentar adequadamente. Os relatos indicam que a recuperação será um processo gradual, e a família continua a monitorar os efeitos da intoxicação.
Casos como este ressaltam a importância de educar a população sobre os riscos de consumir plantas desconhecidas. Especialistas alertam que muitas plantas têm propriedades perigosas e que a identificação correta é crucial para evitar intoxicações. A conscientização sobre os sinais de envenenamento e a busca imediata por cuidados médicos podem salvar vidas.
O incidente envolvendo a família de Rio Branco serve como um alerta sobre os perigos associados à ingestão de frutos e plantas tóxicas. A educação e a cautela são fundamentais para prevenir situações semelhantes no futuro, destacando a necessidade de um maior conhecimento sobre a flora local e suas implicações para a saúde.
Fonte: https://g1.globo.com
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