Um incidente preocupante ocorreu no Instituto Federal de Roraima (IFRR), localizado em Caracaraí, onde duas alunas, com idades de 17 e 18 anos, encontraram larvas de mosca e tapurus em suas refeições. O fato foi registrado na última sexta-feira, 22 de setembro, e gerou indignação entre os estudantes e a comunidade escolar.
As alunas relataram que o valor da refeição servida no restaurante do campus Novo Paraíso é de R$ 20, e que diariamente são oferecidas três opções de carboidratos, incluindo arroz, feijão e um complemento, que pode ser macarrão ou farofa. O problema começou quando o macarrão esgotou e a equipe da cozinha decidiu substituir o prato por uma farofa de farinha de mandioca com ovo frito, que, segundo as estudantes, tinha sido preparada no dia anterior.
Uma das alunas descreveu a cena: ao tentar comer, uma colega sentiu algo estranho na comida e acabou cuspindo as larvas que estavam escondidas na farofa. Ao perceberem a situação, outros alunos que estavam próximos começaram a investigar seus pratos, e notaram que a farofa parecia se mover, revelando a presença de vários tapurus misturados.
Duas estudantes relataram ainda que outros colegas passaram mal após a refeição. Quando foram até as cozinheiras para relatar o ocorrido, receberam a resposta de que se tratava apenas de ovos, e as funcionárias chegaram a amassar os tapurus com as mãos, minimizando a gravidade da situação.
As alunas afirmaram que essa não é a primeira vez que situações semelhantes ocorrem desde que começaram a estudar na instituição, em 2024. Elas relataram já terem encontrado outros itens indesejados em suas refeições, como cascas de cebola, espinhas de peixe e fios de cabelo, o que levanta grandes preocupações sobre a higiene e a qualidade dos alimentos servidos no restaurante.
O g1 entrou em contato com o IFRR e a empresa responsável pelo restaurante, em busca de um posicionamento sobre o incidente. No entanto, a resposta oficial ainda não foi divulgada, deixando a comunidade acadêmica ansiosa por esclarecimentos sobre as medidas que serão adotadas para garantir a segurança alimentar dos estudantes.
O caso traz à tona a necessidade urgente de uma revisão nos procedimentos de higiene e controle de qualidade dos alimentos oferecidos nas instituições de ensino. A saúde e o bem-estar dos alunos devem ser prioritários, e é fundamental que as autoridades responsáveis tomem medidas eficazes para evitar que incidentes como esse voltem a ocorrer no futuro.
Fonte: https://g1.globo.com
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