Um incêndio que resultou na morte de Ivano Vaz Cunha e de sua enteada Laiane Cardoso Noleto, em Araguaína, está sob investigação da Polícia Civil. Ivano, que havia sido condenado por homicídio e outros crimes em 2009, estava cumprindo pena em regime semiaberto quando o incidente ocorreu.
O caso que levou Ivano Cunha à prisão foi brutal e chocante. Ele foi sentenciado a 35 anos de prisão por ter estuprado, asfixiado e queimado sua enteada, Layla Athyla Maranhão, em um crime que gerou grande repercussão na sociedade tocantinense. O delegado que liderou a investigação na época, Silneyr Deófanes de Castro, descreveu a situação como uma das mais cruéis que já presenciou em sua carreira policial.
Após o assassinato de Layla, Ivano se apresentou em uma emissora de televisão, onde acabou sendo preso. O delegado Silneyr relatou que a equipe policial foi rapidamente acionada e se deslocou até o local para efetuar a detenção. A confissão de Ivano acerca dos crimes foi um ponto crucial no processo judicial que se seguiu.
Na última quarta-feira, 3 de agosto, os bombeiros foram chamados para combater um incêndio em uma residência onde os corpos de Ivano e Laiane foram encontrados. Ambos estavam carbonizados e a cena levantou muitas questões sobre as circunstâncias do fogo. A Polícia Militar revelou que os dois estavam sem roupas na parte inferior do corpo, e um galão com vestígios de gasolina foi encontrado no local.
Ivano Cunha, que passou parte de sua condenação em regime fechado, conseguiu uma redução de pena e foi transferido para o semiaberto, onde poderia trabalhar. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que ele estava sob monitoramento eletrônico e tinha permissão para realizar atividades externas, o que levantou questionamentos sobre a supervisão e as violações registradas durante seu período de liberdade condicional.
A Polícia Civil agora investiga as circunstâncias que levaram ao incêndio fatal. Testemunhas relataram ter ouvido uma explosão antes de o fogo se espalhar, e esforços estão em andamento para determinar se houve algum ato criminoso envolvido. O caso reabre feridas antigas na comunidade e mantém o impacto do crime de 2009 vivo na memória coletiva.
A tragédia que envolveu Ivano e suas enteadas é um exemplo sombrio da violência doméstica e suas consequências devastadoras. Enquanto a investigação do incêndio continua, a sociedade aguarda respostas que possam esclarecer não apenas o que aconteceu naquela noite fatídica, mas também o que se pode aprender para evitar que tais crimes se repitam no futuro.
Fonte: https://g1.globo.com
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