Na segunda-feira, 20 de novembro, a Colômbia enfrentou um terremoto devastador de magnitude 7,4, o mais intenso registrado no país em uma década. O tremor resultou em um saldo trágico de mais de 220 fatalidades, além de 500 feridos e dezenas de desaparecidos. Dentre os afetados, está a brasileira Hellen Crys de Souza, que vivenciou momentos de desespero enquanto estava de férias em Bogotá.
Hellen, uma roraimense que estava na Colômbia há uma semana, descreveu sua experiência aterrorizante no 14º andar de um prédio em Bogotá. Logo ao acordar, ela inicialmente confundiu o tremor com o movimento de sua amiga, Eduarda Santos, que a acompanhava. Ao perceber que ambas estavam sentindo a mesma sensação, decidiram agir rapidamente, descendo as escadas enquanto a sirene de alerta ecoava pelo edifício.
O pânico tomou conta do prédio à medida que os moradores buscavam escapar do perigo. Hellen relatou a presença de cachorros assustados, que intensificavam a atmosfera de desespero. O movimento dos andares abaixo se tornava cada vez mais intenso, com pessoas correndo para fora. A jovem, que atua na área de tecnologia, observou que, ao sair, a situação começou a se normalizar, mas o medo ainda pairava no ar.
Após o episódio, Hellen e Eduarda optaram por deixar o prédio antes do previsto, mesmo com a normalidade retornando à região em um curto espaço de tempo. Elas seguiram com seu voo programado para o Brasil naquela mesma noite, deixando a Colômbia em um clima de apreensão. O relato de Hellen reflete a fragilidade da situação, onde mesmo pequenas movimentações no prédio geravam grande preocupação.
O terremoto deixou marcas profundas na Colômbia, com o epicentro localizado em San José del Palmar, a 103 km de profundidade. O prefeito de Bogotá, Carlos Galán, informou que a capital sofreu danos menores, com apenas rachaduras em alguns edifícios. No entanto, a tragédia gerou uma resposta imediata do novo presidente, Abelardo de la Espriella, que declarou emergência nacional e mobilizou recursos para apoiar as comunidades afetadas.
O tremor foi sentido também em países vizinhos, como Equador e Venezuela, e até mesmo em Manaus, no Brasil. A Colômbia, localizada próxima ao encontro de placas tectônicas e inserida no Círculo de Fogo do Pacífico, é suscetível a tremores, embora eventos de grande magnitude sejam raros. Sismólogos destacam a importância de estarem preparados para esses fenômenos naturais, dados os riscos associados.
A experiência de Hellen Crys de Souza serve como um lembrete da imprevisibilidade da natureza e dos desafios enfrentados por aqueles que se encontram em situações de emergência. A tragédia na Colômbia destaca a necessidade de uma resposta rápida e eficaz diante de desastres naturais, além de ressaltar a resiliência das comunidades afetadas e a solidariedade internacional em tempos de crise.
Fonte: https://g1.globo.com
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