Na noite de quinta-feira, 4 de junho, a tranquilidade da zona rural do distrito de Rio Pardo, em Porto Velho, foi abruptamente rompida com o assassinato do pecuarista Valter Moreira Mendes, de 44 anos. O crime chocou a comunidade local e deixou uma mulher ferida, que sobreviveu ao ataque e passou a noite escondida na mata.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a noite começou com a caminhonete de Valter estacionada em frente à sua propriedade, com o motor ligado e os faróis acesos. Vizinhos, preocupados com a situação, notaram que o veículo continuava no mesmo lugar após algumas horas e decidiram chamar a polícia.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Valter caído no chão, já sem vida, e com várias marcas de disparos em seu corpo, incluindo na cabeça, tórax, virilha e mão. Oito cápsulas de balas foram encontradas nas proximidades, indicando a gravidade do ataque.
A mulher que acompanhava Valter foi encontrada na manhã seguinte, em estado de choque e com um ferimento na coxa esquerda. Após receber os primeiros socorros, ela relatou aos policiais que estava com o pecuarista no momento em que o ataque ocorreu. Ela descreveu que ambos estavam saindo da propriedade quando Valter parou a caminhonete para soltar alguns cavalos.
Durante essa pausa, um homem encapuzado apareceu e começou a disparar contra Valter. A mulher, para escapar, pulou do veículo, mas foi atingida na coxa. Em pânico, ela se refugiou em uma área de pastagem, onde permaneceu escondida até ser resgatada no dia seguinte.
A Polícia Civil já iniciou as investigações para identificar o autor dos disparos e esclarecer as circunstâncias do crime. Até o momento, não houve informações sobre a identidade do atirador, e o caso está sendo tratado como homicídio.
As comunidades locais estão em alerta, e o ocorrido levanta questões sobre a segurança nas áreas rurais e a violência no campo, temas que merecem atenção das autoridades e da sociedade.
Este trágico incidente destaca a necessidade urgente de discutir a violência no meio rural, que afeta não apenas os trabalhadores do campo, mas também suas famílias e comunidades. A segurança deve ser uma prioridade, e medidas eficazes precisam ser implementadas para prevenir que tragédias como essa se repitam.
Fonte: https://g1.globo.com
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