Na cidade de Macapá, motoristas da empresa de ônibus Nova Macapá iniciaram uma greve nesta quarta-feira (15), em razão da falta de pagamento de salários. A paralisação parcial, que afeta parte do serviço de transporte público, foi confirmada pelo Sindicato dos Rodoviários do Amapá, que relata que 171 trabalhadores estão sem receber seus vencimentos.
A greve resultou na retirada de aproximadamente 40% da frota de ônibus das ruas, o que equivale a 26 veículos. Atualmente, apenas 65 ônibus estão operando em Macapá, um número bem abaixo dos 86 necessários para atender a demanda mínima, e muito distante dos 126 que normalmente circulam em dias comuns.
Max Delis, presidente do sindicato, enfatizou a urgência da situação, afirmando que, caso os salários não sejam pagos até as 18h do mesmo dia, a paralisação continuará. Ele ressaltou que a situação de atraso nos pagamentos já é uma constante desde o ano passado, com períodos médios de quase 20 dias sem receber. A frustração dos trabalhadores é evidente, e a situação se torna insustentável.
Em entrevista à Rede Amazônica, Michel Braz, presidente da Companhia de Transporte e Trânsito de Macapá (CTMac), comentou sobre a situação financeira que afeta a Nova Macapá. Ele informou que os meses de fevereiro e março de 2026 foram quitados pela prefeitura, mas os pagamentos anteriores ainda estão pendentes. A empresa alega que existem débitos referentes a 2024 e 2025 que não foram honrados pela administração anterior.
A incerteza domina o cenário atual para os usuários do transporte público em Macapá. As linhas atendidas pela Nova Macapá, que operam nas zonas sul e norte da cidade, estão comprometidas, e a continuidade da greve pode agravar ainda mais a situação. A falta de um acordo imediato entre a empresa e os motoristas pode resultar em um colapso do sistema de transporte local.
A greve dos motoristas da Nova Macapá ilustra a crise enfrentada pelos trabalhadores do setor de transporte em Macapá, que lutam por seus direitos trabalhistas em meio a dificuldades financeiras da empresa. A solução para essa impasse é crucial não apenas para os motoristas, mas também para a população que depende do transporte público para suas atividades diárias. A esperança é que um diálogo efetivo entre as partes envolvidas leve a uma resolução rápida e satisfatória.
Fonte: https://g1.globo.com
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