Os profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, dia 20, em resposta a um impasse nas negociações salariais com a prefeitura. A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e pelo Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Rio Branco.
A mobilização ocorre após o esgotamento das tentativas de diálogo com a administração municipal, onde os trabalhadores expressam preocupações com a falta de reajuste salarial e a degradação das condições de trabalho. De acordo com os sindicatos, os profissionais acumulam três anos sem qualquer correção salarial ou reposição inflacionária, o que gerou perdas significativas no poder de compra.
Embora a greve tenha sido deflagrada, algumas escolas e creches continuam em funcionamento. Aproximadamente 50 unidades de ensino, incluindo creches e escolas de educação infantil e fundamental, aderiram ao movimento. Além disso, um ato de protesto foi organizado em frente à Prefeitura de Rio Branco, na Praça da Revolução, para reforçar as reivindicações da categoria.
Entre as principais demandas dos profissionais estão a atualização das gratificações das equipes gestoras, melhorias na infraestrutura das escolas e a discussão sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR). A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, destacou que as perdas salariais são alarmantes, com professores e servidores de apoio enfrentando uma defasagem que supera 26%.
Apesar de a prefeitura ter apresentado uma proposta de reajuste de 5%, os trabalhadores argumentam que esse percentual é insuficiente e pedem um adicional de 5% a ser implementado a partir de novembro. Rosana Nascimento enfatizou que a categoria está disposta a negociar, mas que a suspensão da greve depende de uma nova proposta que atenda suas necessidades.
Antes da greve, os educadores já haviam realizado uma mobilização em 11 de setembro, também em frente à prefeitura, onde reivindicaram a reposição do piso salarial do magistério e a atualização das tabelas salariais. Essa ação reuniu representantes de 56 escolas e foi um indicativo claro da insatisfação da categoria.
A continuidade da greve e a pressão sobre a prefeitura permanecem como estratégias centrais da categoria. Os sindicatos aguardam um retorno da administração municipal e expressam esperança de que as negociações avancem para um desfecho favorável. O futuro das aulas na rede municipal de Rio Branco dependerá das ações que o Executivo decidir tomar nos próximos dias.
A situação na educação municipal de Rio Branco é um reflexo dos desafios enfrentados por profissionais da área em todo o país, que lutam não apenas por seus direitos, mas também pela qualidade do ensino oferecido aos alunos.
Fonte: https://g1.globo.com
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!