Uma operação da Polícia Civil do Amapá resultou na apreensão de mais de 2.000 metros de cabos elétricos, além da prisão de dois colaboradores da concessionária CEA Equatorial e do proprietário de um imóvel suspeito de armazenar esses materiais. A ação ocorreu na terça-feira, 10 de outubro, no bairro Perpétuo Socorro, em Macapá.
Os cabos apreendidos foram encontrados em depósitos localizados em uma residência, após investigações que começaram com denúncias sobre a prática de furto. O delegado adjunto da Delegacia de Narcóticos (Denarc), Kleyson Fernandes, destacou que um dos funcionários da CEA chegou ao local no momento da operação para entregar mais materiais furtados, o que resultou em sua prisão imediata.
A investigação foi impulsionada por informações que indicavam o uso de uma casa como depósito para os cabos subtraídos da concessionária. Durante a operação, a polícia conseguiu localizar e apreender não apenas os cabos, mas também detiveram outro colaborador da empresa, ambos acusados de furto qualificado e associação criminosa. O proprietário da residência enfrenta acusações de receptação qualificada.
De acordo com o delegado Fernandes, o esquema consistia na retirada de cabos da CEA para revenda no mercado ilegal, com esses materiais sendo utilizados em obras particulares. Ele ressaltou a importância desses cabos, não apenas pelo seu valor econômico, mas também por serem essenciais para a manutenção do fornecimento de energia à população.
A CEA Equatorial, por sua vez, informou que está colaborando ativamente com as autoridades e acompanhando o desenrolar das investigações. A empresa afirmou que, até o momento, não houve impacto no fornecimento de energia para os consumidores em decorrência desse desvio.
Esse caso destaca a importância da vigilância e da atuação das autoridades no combate a crimes que afetam a infraestrutura essencial de serviços públicos. A continuidade da colaboração entre a concessionária e a polícia é fundamental para garantir que ações dessa natureza sejam coibidas e que os responsáveis sejam punidos.
Fonte: https://g1.globo.com
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