Um equívoco na declaração de bens de candidatos do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Acre gerou polêmica ao fazer com que o patrimônio de Pedro Pascoal, um dos postulantes a deputado federal, fosse registrado como quase um bilhão de reais. O sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indicou que Pascoal possuía R$ 955.686.783, um valor que distoa da realidade financeira do candidato.
Além de Pedro Pascoal, sua esposa, Patrícia Parente, também sofreu com um erro similar em sua declaração, que indicava um patrimônio de R$ 652,9 milhões. A assessoria do partido atribuiu as discrepâncias a falhas de digitação durante o processo de preenchimento das informações, que é um requisito legal para a candidatura.
O PSDB esclareceu que o valor correto do patrimônio de Pedro Pascoal é, na verdade, R$ 1.695.000, enquanto o de Patrícia Parente é de R$ 1.378.000. Em uma nota oficial, o partido afirmou que já havia solicitado a retificação das informações junto à Justiça Eleitoral e que os erros ainda estavam visíveis na plataforma até a última atualização.
O valor inflacionado da declaração de Pascoal foi amplamente influenciado por um imóvel que consta como avaliado em R$ 652,2 milhões, do qual ele possui 50% de participação. Além disso, outros itens como aplicações financeiras na poupança, que somam R$ 242,6 milhões, e R$ 60,1 milhões em participação societária em uma operadora de saúde, contribuíram para a cifra exagerada.
Em sua comunicação, o PSDB destacou que os erros nos patrimônios declarados são meramente materiais e que já foram formalmente comunicados à Justiça Eleitoral. A retificação das informações é aguardada para que os dados corretos sejam atualizados no sistema, evitando assim mal-entendidos e possíveis complicações durante o processo eleitoral.
Este incidente não é isolado, já que outras situações semelhantes ocorreram nas eleições atuais, fazendo com que candidatos apresentassem declarações de bens absurdamente altas. O caso de Pascoal e Patrícia Parente destaca a importância de um preenchimento cuidadoso e rigoroso das informações, uma vez que erros podem resultar em repercussões negativas na imagem dos candidatos e na confiança do eleitorado.
A situação envolvendo Pedro Pascoal e Patrícia Parente evidencia a necessidade de atenção redobrada na declaração de bens por candidatos. Com a expectativa de que as correções sejam implementadas rapidamente, a integridade do processo eleitoral deve ser preservada, garantindo que informações precisas sejam apresentadas ao público. O PSDB, por sua vez, trabalha para resolver os erros e restaurar a confiança dos eleitores.
Fonte: https://g1.globo.com
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