Recentemente, o município de Caracaraí, localizado no Sul de Roraima, ganhou destaque negativo ao se tornar o líder em desmatamento na Amazônia. Dados publicados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revelam que, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, Caracaraí desmatou 60 km² de floresta, representando um alarmante 38% do total de desmatamento registrado no estado.
Durante o período analisado, Roraima desmatou um total de 157 km², o que representa um aumento de 36% em relação aos 115 km² registrados no mesmo intervalo do ano anterior. Esse crescimento contrasta com a tendência observada na Amazônia Legal, onde a maioria dos estados apresentou queda significativa nas taxas de desmatamento.
Além de Caracaraí, outros dois municípios de Roraima também figuram entre os que mais desmataram na Amazônia. Rorainópolis e Amajari apresentaram índices de desmatamento preocupantes, levantando questões sobre a gestão ambiental na região. O impacto desses atos não se limita apenas à derrubada de árvores, mas também afeta ecossistemas locais e comunidades.
O levantamento do Imazon também destaca o desmatamento em áreas protegidas e assentamentos dentro de Roraima. O PAD Anauá, um dos assentamentos mais afetados, viu 7 km² de sua vegetação nativa serem eliminados. Em relação às terras indígenas, a Terra Indígena Waimiri-Atroari registrou 1,26 km² desmatados, evidenciando a vulnerabilidade dessas áreas.
Apesar do aumento alarmante em Roraima, a Amazônia como um todo registrou o menor índice de desmatamento em um semestre nos últimos sete anos. No período em questão, 1.195 km² de floresta foram devastados, uma redução significativa em comparação aos 2.010 km² do semestre anterior. Essa tendência positiva é um indicativo de que esforços de preservação estão dando resultados em várias partes da região.
Além do desmatamento, a degradação florestal também tem mostrado um crescimento preocupante em Roraima. Os dados indicam que a degradação subiu de 43 km² para 53 km² entre os dois períodos analisados, representando um aumento de 23%. Roraima e Acre foram os únicos estados a apresentar esse crescimento, enquanto a degradação na Amazônia, em geral, caiu em impressionantes 93%.
Em resposta a esses desafios, iniciativas tecnológicas têm sido implementadas para monitorar as áreas mais suscetíveis ao desmatamento em Roraima. O uso de plataformas com inteligência artificial possibilita uma vigilância mais precisa, permitindo intervenções rápidas e potencialmente mitigando a perda de vegetação nativa.
A situação em Caracaraí e em Roraima como um todo destaca a complexidade do desmatamento na Amazônia. Enquanto algumas áreas mostram progresso em conservação, outras enfrentam desafios significativos. A necessidade de políticas eficazes e tecnologias inovadoras é mais urgente do que nunca para garantir a preservação deste ecossistema vital.
Fonte: https://g1.globo.com
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