Na última quinta-feira (30), nove influenciadores digitais que estavam sob investigação por suposta participação no 'jogo do tigrinho' tiveram suas contas desativadas no Instagram. Essa ação é parte da Operação Mantus, que revelou um esquema de apostas clandestinas no estado de Roraima.
A Operação Mantus, realizada na segunda-feira (27), resultou na prisão de oito indivíduos e na execução de mandados de busca e apreensão em Boa Vista e Goiás. As investigações indicam que o grupo movimentou cerca de R$ 260 milhões em um período de dois anos, sendo acusados de crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e infrações contra o consumidor.
Os perfis desativados acumulavam mais de 1,4 milhão de seguidores. Entre os influenciadores afetados estão Patrik Adhan, Raniely Carvalho, Adrielly Araújo, Laís Ramos, e outros, cujas contas foram removidas por estarem ligadas à divulgação de plataformas de apostas não regulamentadas. Apenas uma conta, da influenciadora Vick Paixão, permanece ativa, apesar de ela também estar sob investigação.
Os suspeitos utilizavam contas de demonstração que criavam uma falsa impressão de lucros fáceis, atraindo vítimas com promessas de enriquecimento rápido. Para isso, exibiam um estilo de vida luxuoso, incluindo viagens internacionais e bens de alto valor, como carros importados e procedimentos estéticos caros. Locais como Dubai e Maldivas eram frequentemente mencionados em suas postagens.
Os investigadores descobriram que os membros do grupo ocultavam seus bens através de empresas e terceiros. A influenciadora Adrielly Araújo, por exemplo, movimentou R$ 144 milhões entre 2023 e 2024, adquirindo imóveis e veículos luxuosos. Patrik Adhan e Raniely Carvalho também foram identificados por transferirem bens de alto valor para dificultar o rastreamento policial.
A desativação das contas dos influenciadores é um passo significativo no combate a esquemas de apostas ilegais e à lavagem de dinheiro. A Operação Mantus não apenas revela a extensão das atividades ilícitas, mas também destaca a importância da fiscalização nas plataformas digitais. A Polícia Civil continua a investigar o caso, buscando responsabilizar todos os envolvidos neste esquema complexo.
Fonte: https://g1.globo.com
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