O desabamento da Ponte JK, que ocorreu em dezembro de 2024, continua a gerar repercussões significativas, especialmente em relação a veículos e vítimas que ainda permanecem submersos no Rio Tocantins. Recentemente, novas imagens do colapso reacenderam o debate sobre as causas do acidente e suas consequências trágicas.
Cinco veículos que caíram na sequência do desabamento permanecem no fundo do rio, com um caminhão já localizado, mas completamente soterrado por sedimentos. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) relatou que três motocicletas e uma caminhonete ainda não foram localizadas e podem estar igualmente encobertas pela lama.
O acidente, que ocorreu às vésperas do Natal, deixou um saldo trágico de 14 mortos, três pessoas desaparecidas e um ferido. A queda do vão central da ponte foi o fator principal que causou o colapso da estrutura, resultando na queda de diversos veículos no rio. Até o momento, as famílias das vítimas ainda aguardam indenizações.
As operações para recuperar os veículos submersos foram finalizadas em janeiro de 2026. Apesar da remoção de alguns veículos que estavam em condições técnicas adequadas, o caminhão que permanece no fundo do rio não pôde ser recuperado devido à sua localização totalmente soterrada, impossibilitando uma operação de remoção segura.
Dentre as vítimas ainda não localizadas estão Salmon Alves Santos, de 65 anos, Felipe Giuvannuci Ribeiro, de 10 anos, e Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos. Em janeiro de 2025, a Marinha do Brasil comunicou que as buscas tinham atingido o limite técnico-operacional, e atualmente, as atividades estão suspensas, mas podem ser retomadas se novos indícios surgirem.
Imagens divulgadas recentemente, que mostram o momento exato do colapso, foram recuperadas de um processo judicial e estão em análise pela Polícia Federal. Os vídeos, que foram gravados por câmeras de um caminhão, trouxeram à tona a dor das famílias afetadas, que ainda aguardam por indenizações e justiça.
A advogada Melissa Fachinello, que representa as vítimas, criticou a falta de ações do DNIT em relação às indenizações. O DNIT, por sua vez, informou que as questões relacionadas às indenizações estão atualmente judicializadas, com várias ações em andamento. O departamento está buscando soluções consensuais junto à Justiça Federal para acelerar o processo de compensação para as famílias afetadas.
A tragédia da Ponte JK não é apenas um evento isolado, mas um lembrete da importância de manutenções e fiscalizações adequadas em infraestruturas. As vozes das famílias das vítimas clamam por respeito, responsabilidade e justiça, ressaltando que vidas não devem ser tratadas com descaso. A luta por indenizações e a busca pela verdade continuam sendo prioridades para aqueles que perderam entes queridos nesse lamentável acidente.
Fonte: https://g1.globo.com
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