Uma nova fase na proteção do peixe-boi-da-amazônia se inicia no oeste do Pará, com a ampliação das estruturas de resgate e a inclusão das comunidades ribeirinhas na preservação da espécie. Essa ação é crucial para a conservação de um animal que figura na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção.
O projeto, que já está em vigor, tem como foco a reabilitação de peixes-bois que foram encontrados em situações vulneráveis, como feridos ou órfãos, nos rios da região. Em Oriximiná, uma nova base flutuante foi implementada, permitindo um atendimento mais ágil e eficaz em casos de emergência.
Maria Cristina Andrade, presidente do Instituto Igarapé Nhamundá, enfatiza que a educação dos ribeirinhos é fundamental para o sucesso do projeto. Ela destaca: “Cuidar desses animais porque a gente cuidando desses animais automaticamente a gente cuida das pessoas”. Essa abordagem ressalta a interdependência entre a fauna local e a qualidade de vida das comunidades.
Os moradores têm um papel ativo na proteção do peixe-boi, contribuindo com informações sobre animais em risco. O voluntário Joanilson dos Santos reforça a importância dessa conscientização, afirmando que sua missão é alertar a comunidade sobre a relevância do projeto e a necessidade de zelar por ele.
Após o resgate, os peixes-bois recebem cuidados em um centro veterinário especializado, como o Zoológico da Unama. O gestor Hipócrates Chalkidis explica que o processo envolve várias etapas, começando pela estabilização clínica e reabilitação nutricional, seguido pela adaptação comportamental, até a soltura dos animais em seu habitat natural.
O projeto conta com o suporte logístico da Alcoa e diversas parcerias institucionais, o que facilita sua execução. O médico veterinário Jairo Moura ressalta a importância desse apoio, destacando que o objetivo final é devolver os peixes-bois à natureza de maneira segura, garantindo sua conservação em um dos ecossistemas mais ricos do planeta.
Com a união de esforços entre instituições e comunidades locais, o projeto representa um passo significativo na proteção do peixe-boi-da-amazônia, promovendo a preservação não apenas da espécie, mas também do habitat que compartilha com os ribeirinhos.
Fonte: https://g1.globo.com
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