As intensas chuvas que atingem Roraima deixaram um rastro de destruição, afetando aproximadamente 49 mil pessoas em sete dos 15 municípios do estado, conforme a estimativa divulgada pela Defesa Civil nesta terça-feira (2). A situação é especialmente crítica nas cidades de Normandia e Uiramutã, onde 46 comunidades indígenas estão isoladas devido ao alagamento de estradas.
Os efeitos das chuvas vão além do isolamento: pontes, estradas e rodovias estão danificadas, resultando em dificuldades de acesso e na falta de água potável e energia elétrica. Em Bonfim, Normandia e Uiramutã, cerca de 12,1 mil pessoas estão sem acesso terrestre. Julimar Sena, chefe da Defesa Civil de Uiramutã, descreveu o cenário como 'muito crítico', alertando sobre as persistentes chuvas na região.
Nove municípios já declararam situação de emergência, incluindo Bonfim, Uiramutã e Rorainópolis. Outros locais, como Iracema e Amajari, estão em processo de declaração. A Defesa Civil informou que há 44 pontos críticos nas rodovias e estradas da região, sendo seis bloqueios totais e quatro parciais. A situação é monitorada de perto pelas autoridades.
Em Normandia, 17,1 mil pessoas foram afetadas, abrangendo sete comunidades e a sede do município. O plano de resposta da Defesa Civil inclui a baldeação de passageiros entre as comunidades indígenas e a distribuição de cestas básicas e filtros ecológicos. Além disso, uma equipe de serviços sociais do DSEI Leste será resgatada, pois está isolada desde o final de maio.
Com mais de 26,9 mil pessoas afetadas, Uiramutã apresenta desafios significativos. A Defesa Civil planeja a baldeação de pedestres na ponte sobre o rio Cambarú, enquanto a BR-433 permanece bloqueada. O governo estadual criou uma rota provisória para permitir o tráfego de veículos, mas ainda há risco de isolamento se as chuvas persistirem.
No município de Bonfim, cerca de 3,5 mil pessoas estão em situação de vulnerabilidade devido ao isolamento causado pela destruição de pontes. A Defesa Civil está implementando medidas de apoio, incluindo a baldeação na Vicinal Jacamim e o envio de equipes com embarcações e equipamentos de resgate para ajudar na recuperação das comunidades afetadas.
Além das ações já mencionadas, a Defesa Civil está realizando resgates em comunidades isoladas, inspecionando pontes e levantando informações sobre os danos. O alerta amarelo de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) continua em vigor, com previsão de chuvas entre 20 e 50 mm por dia, o que pode agravar ainda mais a situação.
A crise provocada pelas chuvas em Roraima destaca a vulnerabilidade das comunidades locais, especialmente as indígenas. O apoio solidário e a mobilização de recursos são fundamentais para a recuperação dessas áreas e para garantir a segurança e o bem-estar das pessoas afetadas. As autoridades e a sociedade civil devem trabalhar juntas para enfrentar os desafios impostos por essa calamidade.
Fonte: https://g1.globo.com
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