O mês de fevereiro de 2026 foi marcado por um volume de chuvas significativamente abaixo do esperado em Rio Branco, capital do Acre. Segundo dados da Defesa Civil Municipal, a cidade recebeu apenas 114,4 milímetros de precipitação, o que representa 38,1% da média histórica de 300,1 milímetros para este período.
O dia com maior volume de chuvas foi o dia 15, quando foram registrados 14,80 milímetros. Logo após, o dia 18 teve o segundo maior índice, com 13,20 milímetros. Essa variação mostra que, apesar de alguns dias com precipitação, o total acumulado foi o menor dos últimos cinco anos, evidenciando uma tendência de seca.
Em relação aos anos anteriores, o total de chuvas em fevereiro de 2026 é alarmante. Nos últimos cinco anos, os registros foram: 2022 com 185,98 mm, 2023 alcançando 439,70 mm, 2024 com 213,50 mm e 2025 com 217,82 mm. Esse padrão indica uma mudança climática notável que preocupa os especialistas.
Se compararmos com janeiro, onde a cidade enfrentou um volume de chuvas de 644,9 milímetros, fevereiro apresentou uma queda drástica de 82,3%. Essa diferença acentuada entre os dois meses destaca a imprevisibilidade climática que Rio Branco tem enfrentado nos últimos meses.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que as previsões para março são de 276 milímetros, sugerindo uma recuperação em relação ao mês anterior. Essa expectativa é crucial para a recuperação de áreas afetadas pela seca e para o abastecimento hídrico da região.
Em uma atualização sobre o nível do Rio Acre, a medição realizada na manhã de 4 de março indicou que o manancial estava a 8,40 metros, uma queda significativa em relação ao início de fevereiro, quando atingiu 15,27 metros. Essa diminuição no nível do rio é um alívio, já que anteriormente havia inundado diversos bairros da capital.
As cotas de alerta estabelecidas pela Defesa Civil para o Rio Acre são: 10 metros para atenção, 13,50 metros para alerta e 14 metros para transbordamento. A situação atual do rio sugere que, apesar da seca, a vigilância deve continuar, pois as condições climáticas podem mudar rapidamente.
Em suma, fevereiro de 2026 foi um mês atípico para Rio Branco, com chuvas muito abaixo da média. Essa realidade climática não apenas afeta a vida cotidiana da população, mas também levanta questões sobre a gestão de recursos hídricos e as estratégias de prevenção a desastres naturais. O monitoramento contínuo e as previsões para o próximo mês serão fundamentais para a mitigação dos impactos dessa nova realidade climática.
Fonte: https://g1.globo.com
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