A cheia do Rio Juruá tem causado sérios transtornos em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, afetando um total de 28.350 pessoas, conforme dados recentes da Defesa Civil. O nível do rio, que continua a subir, atingiu 14,15 metros na medição das 6h do último sábado, superando a cota de transbordo de 13 metros.
Com a cheia, 7.087 famílias estão sendo afetadas direta ou indiretamente, abrangendo tanto a zona urbana quanto comunidades rurais. Dentre essas, 624 famílias foram desalojadas, e o número de desabrigados subiu de 21 para 50 em um curto espaço de tempo. Muitas dessas pessoas se encontram em abrigos temporários fornecidos pela prefeitura ou residem com parentes.
Desde o início da remoção dos moradores, realizado na última terça-feira, a prefeitura tem oferecido suporte, incluindo alimentação e assistência social nos abrigos. A energia elétrica foi suspensa para 323 famílias como medida preventiva. As escolas municipais foram designadas como abrigos, incluindo a Escola Municipal Rita de Cássia e a Escola Municipal Corazita Negreiros, onde as aulas serão suspensas para acomodar os desabrigados.
Um panorama das áreas afetadas revela que 12 bairros, 15 comunidades rurais e três vilas estão sob os impactos das enchentes. Na zona urbana, locais como Remanso, Várzea e Olivença enfrentam alagamentos. Na zona rural, comunidades como Centrinho e Tapiri também foram severamente atingidas, tornando a situação crítica para moradores.
Devido ao aumento do nível do Rio Juruá, o Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) implementou ações emergenciais para assegurar o fornecimento de água potável às famílias afetadas. A distribuição foi realizada por caminhão-pipa, especialmente em áreas como o bairro da Várzea, onde o abastecimento pela rede pública foi interrompido para evitar contaminação.
Historicamente, a região costuma enfrentar cheias entre o final de fevereiro e o início de março, com registros também em abril. Nos últimos anos, as primeiras evacuações geralmente ocorrem quando o nível do rio atinge entre 13,50 e 13,60 metros. A Defesa Civil continua monitorando a situação, e as autoridades estão preparadas para agir caso a situação se agrave ainda mais.
A cheia do Rio Juruá não é um fenômeno isolado, e a cidade de Cruzeiro do Sul já passou por eventos semelhantes em janeiro, quando 1.650 famílias foram impactadas. A comunidade permanece alerta, enquanto as autoridades buscam garantir a segurança e o bem-estar dos afetados.
Fonte: https://g1.globo.com
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