Em um dia marcado por cautela nas operações do mercado financeiro, a bolsa de valores brasileira interrompeu uma impressionante sequência de 11 pregões consecutivos em alta, registrando uma leve queda de 0,46%. O dólar, por sua vez, permaneceu praticamente estável, enquanto o cenário externo não trouxe novos sinais para os investidores.
Após atingir marcas recordes ao longo de semanas, o índice Ibovespa fechou a 197.738 pontos. Apesar da leve queda, o índice conseguiu se manter acima da marca psicológica de 197 mil pontos, refletindo a resiliência do mercado. A semana ainda registra uma alta acumulada de 0,21%, e no mês, o crescimento é de 5,48%.
Entre os fatores que impactaram a performance da bolsa, dados recentes sobre a inflação no Brasil elevaram a expectativa de juros mais altos por um período prolongado, o que tende a desestimular o investimento em ações. Contudo, a diferença nas taxas de juros entre o Brasil e as economias desenvolvidas ainda atrai investimentos estrangeiros.
O dólar à vista apresentou uma leve queda de 0,03%, encerrando o dia a R$ 4,992, mantendo-se abaixo do patamar de R$ 5. No início do pregão, a moeda chegou a ultrapassar este valor, mas ao longo do dia perdeu força, refletindo uma postura cautelosa dos investidores em face da falta de avanços significativos no cenário internacional.
O fluxo cambial negativo registrado no início de abril, conforme divulgado pelo Banco Central, também contribuiu para a instabilidade do dólar, apesar da recente entrada de capital estrangeiro em ativos brasileiros. Ao longo do mês, a moeda americana acumula uma queda de 3,6%, indicando um renovado apetite por risco por parte dos investidores globais.
Os preços do petróleo apresentaram uma sessão volátil, fechando próximos da estabilidade. O barril do tipo WTI avançou 0,01%, valorizando-se a US$ 91,29, enquanto o Brent, referência internacional, subiu 0,15%, cotado a US$ 94,93. As incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio e a diminuição nos estoques dos Estados Unidos foram fatores que influenciaram as oscilações.
O mercado continua atento às negociações entre os países do Oriente Médio e às possíveis mudanças na oferta global de petróleo. A redução inesperada dos estoques americanos, observada após um dia de perdas significativas, também deve ser monitorada, pois pode impactar a dinâmica dos preços nos próximos dias.
Com informações da Reuters.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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