A comunidade ribeirinha de Correio do Tapará, localizada em Santarém, no estado do Pará, se mobilizou em torno de uma denúncia preocupante: o descarte inadequado de resíduos hospitalares no rio que banha a região. A situação, que envolve a unidade fluvial conhecida como barco-hospital Papa Francisco, ocorreu após uma ação de saúde realizada no último fim de semana na localidade vizinha de Paracari.
Moradores da região expressaram sua indignação ao testemunharem o descarte de materiais potencialmente perigosos, como seringas e agulhas, diretamente nas águas do rio. Registros em fotos e vídeos mostram claramente a prática imprópria, levantando sérias questões sobre a segurança e a saúde pública na área. Um morador, em um vídeo compartilhado, destacou os riscos associados a essa atitude, afirmando: "As pessoas fazem o atendimento em prol da saúde da população e logo em seguida elas descartam material hospitalar. Isso causa um grande prejuízo à comunidade".
O ato irresponsável de descarte não apenas gera um odor desagradável na comunidade, mas também levanta alarmes sobre a possibilidade de contaminação dos peixes, que são fundamentais para a alimentação e sustento das famílias ribeirinhas. Os moradores estão preocupados com o impacto que isso pode ter em sua saúde e no ecossistema local. Por conta disso, a população contatou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) para exigir que a equipe do barco-hospital seja responsabilizada pelo ocorrido.
Em resposta às alegações, a administração do barco-hospital Papa Francisco se manifestou, afirmando que está investigando a situação. Em nota, a coordenação da embarcação mencionou: "Estamos em contato com nossa assessoria jurídica para responder a essa questão. Estamos averiguando". A declaração sugere que a administração está levando a sério os relatos e pretende esclarecer os fatos.
O incidente envolvendo o barco-hospital Papa Francisco destaca a importância de práticas adequadas de descarte de lixo hospitalar, especialmente em áreas vulneráveis como as comunidades ribeirinhas. A situação não apenas suscita preocupações com a saúde pública, mas também levanta questões sobre a responsabilidade das instituições que prestam serviços de saúde em regiões remotas. A continuidade das investigações e a resposta das autoridades competentes serão fundamentais para garantir a proteção do meio ambiente e da saúde da população local.
Fonte: https://g1.globo.com
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