Nos últimos dias, o Amapá se tornou palco de uma série de crimes brutais, com quatro mulheres assassinadas em um curto espaço de tempo. Os episódios, ocorridos entre 9 e 22 de março de 2026, em Macapá e Santana, levantam um alerta sobre a crescente onda de violência de gênero na região, que já apresentava um aumento significativo nos feminicídios em relação ao ano anterior.
Os assassinatos começaram em 9 de março, quando Ana Paula Viana Rodrigues, uma jovem de 19 anos, foi encontrada morta em sua loja em Santana, vítima de estrangulamento. O suspeito foi detido em uma operação policial. Seis dias depois, no dia 15, Márcia Loureiro Dias, de 40 anos, foi perseguida e esfaqueada em plena rua por seu companheiro, que também foi preso no local do crime. Já em 18 de março, Juciele de Souza Moraes, de 35 anos, foi assassinada pelo ex-marido em frente ao Fórum de Santana, enquanto se dirigia a uma audiência. O último caso, ocorrido em 22 de março, envolveu Camila Cardoso dos Santos, de 37 anos, que foi atacada em uma área pública por um homem que a agrediu com uma faca e um pedaço de madeira, fugindo em seguida.
Em 2025, o Amapá registrou um aumento expressivo nos crimes de violência de gênero, passando de apenas dois casos em 2024 para nove no ano seguinte. Esses números indicam uma tendência preocupante e reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes para prevenir e combater a violência contra as mulheres.
Os crimes recentes compartilham características alarmantes. Todos os casos envolveram violência extrema, com métodos brutais como estrangulamento e facadas. Além disso, os locais dos assassinatos foram escolhidos estrategicamente, ocorrendo em áreas públicas ou de grande circulação, como o comércio e o Fórum. As vítimas, que estavam desarmadas, foram surpreendidas por seus agressores, evidenciando a vulnerabilidade das mulheres em situações cotidianas.
A Polícia Civil do Amapá está investigando os quatro assassinatos, mas até o momento não houve respostas oficiais sobre as medidas que estão sendo tomadas para lidar com essa crescente violência. O g1 tentou contato com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
A sequência de assassinatos no Amapá não apenas choca, mas também exige uma reflexão profunda sobre a segurança das mulheres na sociedade. O aumento da violência de gênero é um fenômeno que demanda atenção urgente e ação decisiva das autoridades, além de um engajamento coletivo para erradicar essa problemática. A proteção e a valorização da vida das mulheres devem ser priorizadas, e a sociedade precisa se mobilizar para que tragédias como essas não voltem a se repetir.
Fonte: https://g1.globo.com
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