No último domingo, dia 10, uma operação da Polícia Militar resultou na apreensão de aproximadamente 26 toneladas de pescado ilegal em Coari, no interior do Amazonas. A ação foi realizada a bordo da embarcação chamada Sonho Meu, que partiu de Tefé e tinha como destino a capital Manaus.
A carga apreendida é composta por 25 toneladas de pirarucu e uma tonelada de jaraqui, ambos peixes de grande importância ecológica e econômica na região. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que o valor estimado da carga chega a R$ 234 mil. O responsável pela embarcação, um homem de 30 anos, foi indiciado por crime ambiental, destacando a gravidade da situação.
Uma parte significativa do pescado apreendido foi destinada a ações sociais. Ao todo, 8,5 toneladas foram distribuídas para comunidades locais em Coari, enquanto o restante da carga foi encaminhado à Secretaria Municipal de Serviço Social. Essa medida visa não apenas combater a ilegalidade, mas também auxiliar as populações em situação de vulnerabilidade.
A apreensão é um reflexo do trabalho contínuo da Base Arpão 2, que atua no combate a crimes ambientais na região amazônica. A SSP-AM enfatiza que a pesca ilegal representa uma ameaça significativa a espécies como o pirarucu e o jaraqui, que desempenham papéis cruciais no equilíbrio do ecossistema local e na subsistência das comunidades ribeirinhas.
A prática da pesca ilegal não apenas compromete a biodiversidade da região, mas também pode impactar negativamente a economia local, que depende da pesca sustentável. As autoridades alertam que a proteção dos recursos naturais é essencial para garantir um futuro viável para as comunidades que vivem ao longo dos rios amazônicos.
A apreensão de 26 toneladas de pescado ilegal no Amazonas ilustra a urgência de ações efetivas para lidar com crimes ambientais na região. O apoio a iniciativas sociais e a conscientização sobre a importância da conservação ambiental são passos fundamentais para proteger a rica biodiversidade da Amazônia e assegurar a sobrevivência das comunidades locais.
Fonte: https://g1.globo.com
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