Um recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 19 de outubro de 2025, revelou que o estado do Amapá possui cerca de 27 mil analfabetos. Dentre eles, destaca-se uma significativa concentração entre a população idosa, com particular ênfase nos que têm 60 anos ou mais.
Dos 27 mil analfabetos identificados, aproximadamente 15 mil são idosos que não conseguem ler ou escrever até mesmo frases simples. Essa realidade é alarmante, especialmente quando se considera que a taxa de analfabetismo nesta faixa etária é de 19,1%, um número que eleva as preocupações sobre o acesso à educação ao longo da vida.
O estudo do IBGE também revelou disparidades significativas em relação à raça e à idade. Entre os idosos que se identificam como pretos ou pardos, a taxa de analfabetismo alcança 20,7%, quase o dobro da taxa de 11,8% observada entre os idosos brancos. Esses dados indicam que as desigualdades sociais se refletem diretamente nas oportunidades educacionais disponíveis.
Quando a análise é focada em indivíduos com idades entre 15 e 59 anos, a taxa de analfabetismo despenca para 2,3%. Essa mudança significativa sugere que as gerações mais jovens estão se beneficiando de um acesso melhor à educação formal, resultado de políticas públicas implementadas nas últimas décadas. No entanto, o desafio permanece para aqueles que cresceram em um contexto de escassez educacional.
Os dados sobre analfabetismo no Amapá fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Educação (PNAD Contínua), que monitora uma variedade de indicadores relacionados à educação, como taxa de analfabetismo, nível de instrução e frequência escolar. Esses dados são cruciais para entender as lacunas educacionais e desenvolver estratégias eficazes para melhorias.
Os números revelados pelo IBGE destacam a urgência de ações voltadas para a erradicação do analfabetismo, especialmente entre a população idosa no Amapá. É fundamental que as políticas públicas considerem as desigualdades raciais e etárias para promover uma educação inclusiva e acessível a todos os cidadãos. Somente assim será possível construir um futuro mais equitativo para as próximas gerações.
Fonte: https://g1.globo.com
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