Santarém Enfrenta a Pior Qualidade do Ar do Ano Devido a Queimadas, Segundo Ufopa

Na manhã desta terça-feira, Santarém, localizada no oeste do Pará, foi surpreendida por uma densa nuvem de fumaça, resultando na pior qualidade do ar já registrada na cidade. O alerta foi emitido pelo professor Gabriel Costa, coordenador do laboratório de agrometeorologia e diagnóstico ambiental da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que classificou a situação como 'péssima'.
Impactos na Saúde da População
A qualidade do ar é avaliada segundo uma escala nacional estabelecida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que vai de 'bom' a 'péssimo'. A entrada na faixa mais crítica implica em riscos significativos à saúde pública, afetando especialmente grupos vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias. A presença intensa de fumaça no ar pode agravar esses problemas de saúde e levar a complicações mais sérias.
Recomendações dos Especialistas
Diante desse cenário alarmante, especialistas sugerem que a população minimize a exposição à fumaça. Aconselha-se evitar atividades físicas ao ar livre e aumentar a ingestão de água para manter a hidratação. Além disso, é crucial garantir a ventilação adequada nos ambientes internos, prevenindo a acumulação de partículas de fuligem nos lares.
Monitoramento e Análise de Dados
O laboratório da Ufopa tem se dedicado ao monitoramento contínuo da qualidade do ar em Santarém desde novembro do ano anterior. Professor Gabriel Costa destacou que, até o momento, essa é a primeira vez que a cidade alcança o nível 'péssimo' em sua avaliação. A análise de dados de satélite revelou que a poluição é exacerbada por ventos que transportam fumaça proveniente de queimadas e incêndios florestais em áreas vizinhas, como Uruará e Mojuí dos Campos.
Esforços para Combater as Queimadas
Para enfrentar essa crise ambiental, representantes do Prevfogo, vinculados ao Ibama, se reuniram com pesquisadores da Ufopa. O objetivo é estabelecer uma sala de situação que auxilie nas operações de combate aos incêndios mais críticos na região oeste do Pará. Essa colaboração visa não apenas mitigar os danos imediatos, mas também implementar estratégias de prevenção para o futuro.
Conclusão
A situação em Santarém destaca a urgência de ações para controlar as queimadas e proteger a saúde pública. Com o monitoramento constante e a colaboração entre instituições, espera-se que medidas efetivas sejam implementadas para minimizar os impactos da poluição do ar e assegurar um ambiente mais saudável para todos os cidadãos.
Fonte: https://g1.globo.com













